Curioso Caso de Benjamin Button, O

[rating:4]

A premissa em torno da qual é construído “O Curioso Caso de Benjamin Button” (The Curious Case of Benjamin Button, EUA, 2008) tem grande chance de dar ao público uma impressão errada sobre o filme de David Fincher. A história de um homem que nasce com a idade de 86 anos e envelhece ao contrário está muito longe de ser uma comédia hiperativa com um pé no absurdo, como os trabalhos escritos por Charlie Kaufman. Trata-se, na verdade, de um drama lento e intenso cujo tema central é o tempo. Ou melhor, a inexorabilidade da passagem do tempo e a inevitabilidade da mudança na vida dos seres humanos. Enquanto nos proporcionam uma viagem em tom melancólico por todo o século XX, Fincher e o roteirista Eric Roth nos oferecem uma ou duas oportunidades de meditar sobre a maneira como as oportunidades (aproveitadas ou não) moldam a existência humana, à revelia de nossa vontade.

Há uma seqüência no meio do longa-metragem de 159 minutos que ilustra com propriedade o tema central da história. Ela destoa tanto do resto do filme – no ritmo acelerado e no ponto de vista – que funciona como catalisador de idéias para o espectador atento. A cena mostra como uma série de pequenos atos e coincidências contribui para provocar um acidente de carro que altera por completo o rumo da vida de um personagem importante. A seqüência exemplifica com perfeição a chamada teoria do caos (uma borboleta que bate as asas em Berlim pode provocar um furacão no México, sabia?). A teoria do caos já forneceu material especulativo para inúmeros filmes, mas a abordagem de David Fincher em “O Curioso Caso de Benjamin Button”, cujo enredo foi inspirado pelo conto homônimo escrito em 1922 por F. Scott Fitzgerald, é inventiva e sombria. O cineasta fez um filme de idéias, não um filme de ação.

O longa-metragem celebra a terceira parceria entre Fincher e o astro Brad Pitt, que interpreta o papel principal. Os dois títulos anteriores (“Seven” e “Clube da Luta”) são endeusados nos círculos cinéfilos mais jovens. “Benjamin Button”, porém, se distancia de ambos, demonstrando que Fincher adentrou uma fase mais madura e serena, algo perceptível no superior “Zodíaco” (2007). O filme sobre o assassino em série que agia em San Francisco, aliás, tem pontos de contato bastante evidentes com o trabalho de 2008. Ambos têm enredos que cobrem longos períodos de tempo (e a passagem do tempo é trabalhada de forma cuidadosa ao extremo nos dois), e possuem nível anormalmente alto de atenção com os detalhes. Esta característica fica expressa de forma evidente quando se examina a meticulosa (talvez meticulosa demais) reconstituição de época efetuada nos dois filmes, inclusive com uso generoso de efeitos especiais. Fincher usa o CGI não para dar vida a seres ou cenários impossíveis, mas para realçar a cenografia com detalhismo extremo, sem jamais abandonar o realismo.

De certa forma, “Benjamin Button” pode ser lido como uma história de amor impossível que cobre oito décadas. O filme é estruturado em três grandes blocos narrativos, alinhavados por uma seqüência que se passa em 2005 e mostra Daisy (Cate Blanchett), uma mulher de 80 anos, no leito de morte, enquanto o furacão Katrina ameaça chegar a New Orleans (aliás, a presença invisível do furacão, sugerida através do criativo design de som, é outra pista a respeito da teoria do caos para a compreensão do tema principal). Fincher distingue os dois tempos da narrativa através da paleta de cores. As cenas no presente têm o tom frio e azulado de um quarto de hospital; a história de Benjamin Button, o homem que nasceu velho, é filtrada por uma tonalidade pastel, rica em laranjas e marrons. O primeiro ato mostra a infância/adolescência do protagonista; o segundo se passa durante a II Guerra Mundial e enfatiza as primeiras experiências sexuais e emocionais; o terceiro focaliza o personagem como um idoso preso num corpo jovem, tendo que tomar algumas decisões difíceis.

O filme não se pretende um panorama histórico do século XX, mas ao filtrar a época pelos olhos de um homem comum, tem sido freqüentemente comparado a “Forrest Gump” (1994), escrito pelo mesmo Eric Roth. As diferenças, contudo, são visíveis. “Benjamin Button” aposta num tom mais sombrio e tristonho, e trabalha com temas de maior sutileza. Nesse sentido, o filme de David Fincher se aproxima muito mais de “Entrevista com o Vampiro” (1994), em que o mesmo Brad Pitt interpretou um personagem cujo arco dramático é semelhante. Button, o protagonista, é essencialmente um observador. Sua condição singular lhe transforma em solitário crônico. Como está sempre sozinho, Button logo aprende a observar.

Pitt expressa a natureza do personagem com uma performance contida e discreta. Ele enfatiza a passagem do tempo (e seus efeitos físicos sobre o homem) com a expressão corporal. Benjamin Button é uma criança encurvada, que arrasta as pernas ao andar; à medida que o tempo passa, ele ganha mais vitalidade física e passa a se mover mais rápido e com mais vigor. Por outro lado, a opção pelas expressões faciais quase ascéticas, à maneira de um Robert Bresson, lhe impede de expressar a ambivalência essencial de Benjamin Button com o olhar. Não se pode esquecer, afinal, que este é um homem permanentemente preso num corpo que lhe é estranho – uma criança num corpo de velho, e depois um velho num corpo de adolescente. De qualquer forma, o desempenho do ator é tão sólido quanto o de qualquer outro membro do elenco, que Fincher conduz com maestria.

Um destaque importante deve ir para Taraji P. Henson, a desconhecida que interpreta Queenie, mãe adotiva de Button e governanta de um asilo de velhos onde ele passa a infância e retorna periodicamente. A interpretação dela, cheia de honestidade e energia, é uma das válvulas de escape por onde o humor abre espaço para dentro da história. Aliás, é obrigatório ressaltar o senso de humor insólito, peculiar do diretor, expresso em poucas cenas, como o funeral da interna do asilo que cantava Wagner todas as manhãs e na série de curtos esquetes protagonizados pelo homem que foi atingido sete vezes por um raio (cenas rodadas em preto-e-branco a 16 quadros por segundo e exibidas na velocidade de 24 quadros por segundo, o que dá a elas o ar cômico tradicional dos filmes do período mudo). Na verdade, todos os atores coadjuvantes fazem ótimo trabalho, em especial Jared Harris (o capitão do navio em que Button trabalha, durante o segundo ato) e Tilda Swinton (a inglesa com quem ele mantém um breve caso amoroso, numa das passagens mais fortes e de maior ressonância emocional de todo o filme).

Um aspecto técnico que chama a atenção pela complexidade é o design de som, em especial a mixagem de efeitos sonoros para construção de um espaço sonoro com o mesmo grau de detalhismo conseguido nas imagens. Nos filmes de Fincher, boa parte do senso de realismo é obtido com o uso de dezenas de camadas de efeitos sonoros mixados cuidadosamente, e o mesmo ocorre aqui. Nas seqüências que se passam no tempo presente, por exemplo, podemos perceber a evolução da fúria destruidora do furacão Katrina sem ver cenas da tempestade uma única vez – o crescimento da força do fenômeno é ilustrado através do ambiente sonoro. A cena de abertura oferece, ainda, um belo exemplo de como o som pode guiar a introdução de um flashback de modo elegante e quase imperceptível, quando os sons do hospital são gradualmente substituídos pelo ambiente sonoro da década de 1920, simulando a percepção da personagem de Cate Blanchett, prestes a submergir num mundo de lembranças.

Quanto aos efeitos especiais, David Fincher é provavelmente um dos diretores contemporâneos que os utilizam de maneira mais eficiente. Espectadores menos atentos podem pensar que a computação gráfica é utilizada apenas para criar os truques de perspectiva das cenas da primeira parte, em que Brad Pitt interage com atores que aparentam ser muito mais altos do que ele. Não é verdade. Boa parte da fantástica maquiagem utilizada para envelhecê-lo (e posteriormente, para rejuvenescê-lo, assim como a Cate Blanchett) foi criada através da manipulação digital das imagens. É verdade que há cenas onde o uso de CGI é perceptível e não atinge a perfeição habitual (boa parte das tomadas feitas com o rebocador no mar), mas ainda assim “Benjamin Button” se mostra um filme cujo uso de efeitos especiais é mais interessante do que a média.

Tudo isso nos leva ao final do filme, que pode parecer problemático para alguns e corajoso para outros. Com certeza não é um encerramento tradicional, e nem poderia ser, dada a condição singular do protagonista. Para encerrar a história, Fincher e o roteirista são obrigados a adicionar à trama uma mudança de perspectiva, passando a narrá-la do ponto de vista de Cate Blanchett. Esta operação, capaz de desagradar a algumas pessoas, proporciona uma conexão harmoniosa entre os dois tempos narrativos, o passado e o presente. Além disso, convenhamos, é bastante raro ter um filme em que o protagonista sai de cena justamente no clímax, uma ousadia enorme para um filme caro (US$ 150 milhões, tanto que foi bancado por dois grandes estúdios, Warner e Paramount, algo bastante incomum) e longo.

Mesmo com tudo isso, o trabalho fica longe de atingir o status de obra-prima. A narração em off, por exemplo, é excessiva em muitos momentos, em particular na seqüência final, que parece ter sido introduzida apenas para explicar o tema do filme para a turma que não o entendeu direito. Por vezes, a mesma narração escorrega no melodrama açucarado, em especial nas seqüências relacionadas ao beija-flor. Mesmo sem chegar a ser uma obra-prima, “O Curioso Caso de Benjamin Button” confirma a condição de autor inventivo e original de um diretor que consegue a proeza de remar contra a maré trabalhando dentro de Hollywood.

O DVD da Warner é duplo. No primeiro disco, aparece o filme com enquadramento original (widescreen anamórfico) e áudio em seis canais (Dolby Digital 5.1), além de comentário em áudio com David Fincher. O segundo disco traz um enorme documentário (175 minutos) que explora toda a concepção e o desenvolvimento do projeto, inclusive mostrando em detalhes a produção dos efeitos visuais. Para os mais fanáticos, há galerias de fotos, storyboards e desenhos de produção.

– O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, EUA, 2008)
Direção: David Fincher
Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Jason Flemyng, Tilda Swinton
Duração: 159 minutos

24 comentários em “Curioso Caso de Benjamin Button, O

  1. “Como está sempre sozinho, Button logo aprende a observar.”, eu aprendi a observar, observo muito. estava meio relutante em ver o filme, mas depois de tudo o que você e o érico borgo disseram, verei.

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  2. Rodrigo,

    Achei o fime belíssimo. O final emociona e faz até o mais insensível dos homens chorar (aliás, notei que, ao final da projeção, várias pessoas permanceram na sala se recompondo do choro).
    Gostei muito da sua critica, mas tenho uma observação: não entendi o motivo pelo qual você só deu quatro estrelas ao filme, já que a sua crítica foi extremamente favorável.

    Abraço.

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  3. Aimar, obrigado pelo comentário.
    Já escrevi antes aqui no site (ver FAQ) que as estrelinhas são um desfavor à boa crítica, apesar de praticamente exigidas pelos leitores. É impossível expressar subjetividades através de um sinal gráfico simplificador com esse.
    No caso específico, não considero o filme uma obra-prima (fator necessário para receber uma nota 5). O uso de efeitos especiais é problemático em alguns momentos, aqui e acolá o filme resvala para o melodrama fácil, e em alguns momentos ele é narrado em excesso. São problemas menores, mas existem – apenas não os mencionei diretamente na crítica, pois o texto estava longo demais e eu não queria transformar a crítica num tratado.
    Abraços

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  4. “O Curioso Caso de Benjamin Button” não é um filme feito de momentos grandiosos, mas tem belas cenas retratando momentos que são muito íntimos. Um filme maduro de um excelente diretor, cuja qualidade técnica salta aos olhos. As atuações, por isso mesmo, acabaram não me chamando muito a atenção, mas o filme termina sendo um grande tributo à vida.

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  5. Apesar de um argumento interessante, o filme peca bastante pelo o excesso do tom narrativo, o que deixa o filme sem ritmo e em alguns momentos sonolento.A maquiagem também me pareceu abaixo de outras producões americanas. Mas o filme transmite uma atmosfera de contemplação diante da vida e das pessoas que nos faz refletir e admirar.De maneira geral um bom filme.

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  6. Assisti ao filme ontem (22.01). Surpreendi-me grandemente por sua beleza e roteiro. Mais surpresa ainda me causaram as passagens do curto affair entre Button e a inglesa casada que estava no mesmo hotel que ele. As cenas dos encontros deles renderam para mim os momentos mais agradáveis do filme, que, no seu todo, é um evidente “oscar material”.
    Parabéns a Fincher !

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  7. Para quem, como eu, que gosta de cinema mas não entende nada, é um tanto estranho ver uma, digamos, “radiografia” assim. Não deixa de ser um trabalho esclarecedor.
    Um leigo, graças a deus, não consegue – e nem gostaria de conseguir – esmiuçar detalhes que lhe roubariam a fantasia que tanto trabalho deu para criar. Acho mesmo que os créditos de um filme deveriam todos aparecer apenas no final.
    Continuo achando que o cinema, como arte, tem três grandes gênios sempre: o autor do argumento, o roteirista e os diretores, por que incluo o de fotografia.
    Bom ator quem decide é o espectador e a mídia, talvez não nessa ordem.

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  8. Este é um filme que distoa de toda a carreira de Fincher. Percebi isso logo ao adentrar a sala, havia muitas, muitas mulheres de meia idade (as que estavam sentadas ao meu lado suspiravam cada vez que Brad Pitt rejuvenescia, elogiavam todas as cortinas que apareciam em cena e provavelmente nunca viram um filme de David Fincher). Porém na crítica foram ressaltados todos os pontos fortes do filme, o trabalho de som é fenomenal.

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  9. Rodrigo, assisti ontem o filme e ele é altamente recomendavel. Impressionante como o tema do tempo e seus efeitos (para todos) é abordado atraves de inumeros olhares. achei muito forte a cena do idoso q sofre com os raios e como ele transforma isso em uma coisa q faz ele dar mais valor a vida, ou a sequencia que apenas um gesto ou açao diferente muda tudo. me lembrou muito a cena de perfume de mulher qnd al pacino tira a mulher p danca e ela diz q o noivo esta chegando e ele diz que em um minuto se vive uma vida….
    abraços

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  10. Rodrigo,

    Passei a conhecer o seu trabalho tem exatos três dias. Li algumas críticas suas e, mesmo discordando de algumas, gostei bastante das suas análises.

    Sobre o filme “O Curioso Caso…”, achei-o bem fraco… esperava muito mais dele. Como já falaram, a narração em OFF seria dispensável, tem furos no roteiro como a história da filha dela dizer que não sabia que a mãe era bailarina (sendo que no filme mostra a filha na academia de ballet da mãe)….
    Sem contar algumas passagens que parecem saídas de um livro de auto-ajuda de quinta categoria (como a cena final com a narração em OFF). Ah, e claro, a atuação de Brad Pitt está em piloto automático (ele já teve atuações bem superiores).
    Outra coisa foi situar a história em New Orleans, na época do Katrina. Isso não acrescenta em nada a história.

    SPOILER

    Sem contar a obviedade da menina ser filha de Button. Mais óbvio que isso, impossível.

    Um grande abraço e, a partir de agora, serei um leitor assíduo!

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  11. Bruno, só um detalhe relacionado a seu comentário: não vejo furo algum na história da bailarina. Já andaram escrevendo isso em outros sites e no Orkut, mas penso que existe uma diferença muito grande entre a pessoa ser professora de bale e ser uma bailarina. A mulher sabia que a mãe era professora, mas daí a saber que ela tinha sido bailarina profissional vai uma diferença muito grande. De resto, acho que a atuação “piloto automático” que alguns têm falado é adequada ao personagem, considerando que ele foi a vida inteira um peixe fora d’água, sem falar que a maquiagem (física e digital) interfere também na expressividade da atuação.

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  12. Rodrigo,

    Achei o filme belíssimo, no entanto com algumas observações.
    Não concordo que Brad Pitt estivesse com uma atuação “piloto automático”, como relatado pelo leitor. A excessiva-necessária maquiagem interfere mesmo, mas ainda assim, pude perceber a diferença no olhar do ator nas diferenças fases da vida do personagem. Quando criança, apesar de parecer um idoso, a expressão inocente se misturava a uma ruptura na infância jamais vivida. (Sim, eu NÃO sou uma Pittmaníaca!!!).
    Geralmente, tendo a não gostar de filmes com muita maquiagem ou com muitos efeitos especiais, mas, como já citei, a maquiagem fora necessária. Muito bem feito, no entanto, senti falta de uma Cate Blanchet mais idosa.
    O fato do furacão Katrina ter sido inserido no filme, do início ao final não acrescentou nada. A não ser uma obviedade dos incentivos fiscais da administração de Nova Orleans para que o filme fosse filmado lá.
    Outro ponto muito solto foi o beija-flor. Ok, tem uma ligação com um trecho do filme, mas ficou demasiadamente melodramático (admito, chorei horrores!!!). É aquela velha receita Hollywoodiana de tornar o filme com um Q de chorôrô no final. A história não precisava disso… Mas é um filme que vale a pena ser visto e comentado.
    Abração!
    Fernanda

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  13. Eu lí algumas críticas negativas a respeito desse filme, e elas só me fizeram pensar como muitos críticos têm um Q de arrogância e acham que podem falar de um filme como bem entenderem. Quero dizer, algumas vezes um crítica parece um computador, uma máquina que analisa um trabalho de uma fábrica, quando escreve sobre um filme. E acho que ele deixa de considerar um dos mais importantes, se não mais importante, pontos a respeito do Cinema: a relação que esse filme tem/terá com o público. Como eu disse no post sobre o Oscar, acho realmente ótimo que um filme como esse esteja passando em todos os Cinemas, às mãos de todo tipo de público, principalmente aqueles que não tiveram acesso fácil a uma bagagem maior cinematográfica. Como outros já disseram, esse é filme é um tratado sobre a vida, o tempo, os caminhos, as pessoas…e consegue isso, muito bem por sinal.

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  14. Filme exelente, a atuação de pitt é acima da média, os efeitos dele criança/idoso são fenomenais, o reteiro é melancólico e foi escrito pra ser.
    Ao meu ver alguns críticos não podem ouvir os elogios do público que logo procuram defeitos que só ‘um crítico’ vê.

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  15. Apesar do filme centrar na figura de Button e seu romance impossível, o tempo é o ator coadjuvante mais competente. O filme tem um ritmo muito interessante – não achei lento, não achei rápido – parecia que estava desfrutando de um bom livro que você não quer que acabe – seguiu num ritmo orgânico, como se passeasse na tela.

    A atuação de Pitt não compromente, a meu ver, pelo simples fato de que eu prestava menos atenção nos atores e mais nas questões filosóficas e no “baile” que estava a fotografia. Apesar da trama central, temos uma série de pequenas estórias, tragicômicas na figura do homem dos raios (ei, só contei seis, alguém achou o sétimo?) e melacólicas como no caso relojoeiro cego que perde o filho e na sequência de causa-e-efeito do acidente.

    O fato do Katrina entrar na estória, justifica-se por ter sido “A” grande tragédia de New Orleans e serve como fecho do arco temporal entre os começos dos séculos XX e XXI, no qual ambos começaram com tragédias.

    Os “drawnbacks” ficam por conta da narrativa intensiva, particularmente creio que o boa parte do público está acostumado a receber tudo mastigadinho, senão não entende, o uso desse recurso é o temor do filme não ser entendido (vide Blade Runner, quem sabe daqui a alguns anos teremos um director’s cut ) e do beija-flor como figura metafórica de vida após a morte e quem sabe de algum tipo de redenção.

    No mais excelente filme, memorável mesmo, vale a pena!

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  16. As indicações ao Oscar me decepcionam a cada dia: Brad Pitt indicado a melhor ator !?
    É muito nome mesmo, já que ele atua do mesmo jeito do ínicio ao fim (piloto automático como disse um aí em cima) e talvez tenha algo no “olhar” mesmo (como disse outra lá).
    Achei o filme muito bom, adaptação da história, maquiagem, figurino, narrativa, atores coadjuvantes, mas nunca (!) merecedor de 12 ou 13 indicações (quantas estatuetas será que leva?).
    Interessante a jogadinha com os créditos e título do filme aparecendo apenas no final, se eu bem entendi.

    Quatro estrelinhas para ele.

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  17. O filme é bom! Tem umas horas que as cenas são longas demais, a introdução do filme é muito longa, poderia ser menor. Mas a maquiagem é de extrema qualidade, a fidelidade dos elementos referentes à época em que a personagem se encontra, a Kate está linda no filme. É um filme muito bonito de se assistir. Recomendo.

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  18. Eu simplesmente adorei o filme, pois retrata a vida coma ela é, pois as vezes gente vive ao contrario…. O filme me emocionou demais, chorei de ficar deprimida…. Simples e objtivo amai

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  19. Achei o filme interessante, diferente, vale a pena ver, mas concordo com os que disseram acima, que não é um filme para se ver quando está cansado, pois em alguns momentos ele “cansa” o espectador; sobre o furacão, achei também desnecessário; e a atuação de Pitt foi boa porém não achei tanto para ser indicado ao oscar, concordo com a designação “piloto automático”. Sean Penn fez por merecer beeeem mais!

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  20. CaHh, foi o que aconteceu comigo, o filme me venceu, a primeira impressão não foi boa, vou esperar alguma tempo antes de vê-lo novamente até pq eu revi Forrest Gump a pouco tempo e o filme me pareceu irritantemente parecido em sua estrutura narrativa, me pareceu um passo para trás de Fincher, em relação a Zodiáco, inclusive no uso dos efeitos especiais como ressaltou Rodrigo.

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