Videocast: A Marca da Maldade

Todo mundo conhece Orson Welles por causa de “Cidadão Kane”. Para muitos cinéfilos experimentados, porém, outro filme do diretor poderia estar situado num patamar de excelência ainda mais alto.

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11 comentários em “Videocast: A Marca da Maldade

  1. Orra, concordo com Thiago. Genial esse plano-sequência que o Rodrigo explicou parte por parte. Por falar nisso, acho plano-sequência um ótimo medidor da habildiade do diretor. Vide antonioni, pta, altman e o próprio welles.
    A propósito, acho Soberba melhor que A Marca Da Maldade e fico pensando como seria esse filme se não tivesse sido cortado. Esses dias tava vendo a lista dos 10 favoritos do Peter Bogdanovich e, lógico, aparecia os Hawks que ele tanto venera e o Soberba do Welles – pra que não sabe, welles era amigo particular do Peter que, por sua vez, é mais um estudioso do cinema que um diretor e um grande conhecdor da obra de Welles, tendo até escrito um livro lançado por aqui.

    Abração, Rodrigo!

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  2. Paolo, o Bogdanovich é um ótimo pesquisador mesmo, mas o considero primordialmente um cineasta, e de mão cheia. Um sujeito que fez maravilhas como “A Última Sessão de Cinema” e “Lua de Papel” não pode ter desaprendido de uma hora para outra. Infelizmente, parece que ele deixou a soberba (hehehe) subir à cabeça e isso destruiu a carreira dele – isso ou a Cybil Sheppard. Recomendo ler, se puder, o livro “Easy Riders, Raging Bulls”, de Peter Biskind, infelizmente não lançado no Brasil. É um texto delicioso e conta todos os detalhes de produção dos grandes filmes da chamada geração New Hollywood, inclusive “O Poderoso Chefão”. E o cara mostra como o Bogdanovich ficou alucinado pela mulher, largando tudo e todos pra ir ficar com ela e tentando a todo custo transformá-la em grande atriz… o que ela nunca será.

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  3. Hahahaha Acho que a desgraça do Bogdanovich foi a femme fatale – que, convenhamos, nem era tão fatale assim rs. Porque pelo que sei ele já tinha, por assim dizer, “privilégios” antes mesmo de ser crítico. E sejamos justos, se algumas mulheres atrapalharam a vida dos diretores(lembremos do hitch rs), outras, como Liv Ullman, Helena Ignez, Frances McDormand sempre ajudaram! rsrsrs

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  4. Concordo em gênero, número e grau. E aproveito para citar a mulher mais fodona (desculpem o palavrão, xiitas) da história do cinema: Gena Rowlands. Não sei se o Cassavetes teria cacife pra se tornar um dos maiores diretores de todos os tempos (pelo menos pra mim) se não fosse ela. Que mulher!! E que atriz!!!

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  5. Rapaz, não consigo ver nada de tão belo na Rowlands. E olha que tenho uma amiga fanática por ela que já argumentou de toda toda forma! rsrs Quanto ao Cassavettes, concordo mesmo. Aliás, não sei se viu a última entrevista do cara, um achado do Calil, que nem chegou a ser publicada na época: http://www.moviemaker.com/directing/article/john_cassavetes_lost_interview_big_trouble_20090127/
    Quanta à mulher mais fodona do cinema, diria que é a Liv Ullman. rsrs A mulher fez o rosto falar em Persona, carregou todo o peso existencial do mundo em Gritos E Sussuros e, de quebra, dirigiu um filmaço, o Infiel.

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  6. Gosto muito deste site, Rodrigo. Acho a idéia dos videocasts sensacional. Infelizmente no do “A marca da maldade” você fala demasiadamente e não mostra nenhuma imagem (com exceção, claro daquele espetacular plano-sequência). A grande ironia de escrever sobre cinema (ou música) é que palavras escritas nunca conseguem exprimir totalmente tópicos teóricos que só podem ser compreendidos quando vistos e ouvidos. No videocast do filme de Welles você deixa de escrever para… falar! O que dá na mesma. Você, como grande conhecedor de cinema, precisa fazer videos com recursos visuais abundantes e criativos para que possamos entender plenamente o que você quer nos transmitir.
    A propósito, gostaria muito de um videocast sobre o filme Pulp fiction.
    Até mais, Carreiro.

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  7. Muito interessante a sua observação, Cartunista. Inclusive você repetiu um argumento que ronda os acadêmicos/críticos do cinema, especialmente aqueles que trabalham com conceitos da Lingüística, há muito tempo: como criticar com palavras uma mídia audiovisual? É difícil.

    Neste caso específico, duas coisas concorreram para a abundância de palavras que você apontou: primeiro, meu objetivo central era mesmo analisar o plano-seqüência, não o filme inteiro (ou melhor, fazer uma reflexão rápida do trabalho a partir desta cena específica). Segundo, a falta de tempo. Como já escrevi aqui antes, eu não ganho um centavo para fazer o site. Escrevo críticas e faço videocasts por puro diletantismo. Minha profissão é outra – sou professor – e por isso não tenho condições de gastar muito tempo produzindo e editando videocasts muito elaborados. Seria ótimo se pudesse… mas vou refletir sobre o que você escreveu.

    A propósito, “Pulp Fiction” está na fila. E aqueles que como você gostariam de ler mais sobre “A Marca da Maldade” sempre podem acessar a crítica propriamente dita, que também está publicada.

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  8. parabéns pelo videocast! é incrível como o Welles conseguia ser prodigioso, ainda que tivesse de lutar na contracorrente pela sua “liberdade criativa”…acho que o melhor exemplo disso é o Four men on a raft, cujas dificuldades de realização não resultaram em desvios qualitativos para a obra, apesar de ela não ter sido finalizada pelo Orson…taí, toda a história envolvendo o inacabado It’s all true e a passagem do Welles pelo Brasil (desconhecida por muitos) daria uma bela temática pro próximo videocast…(sim, mesmo depois de cidadão kane e a marca da maldade, o Orson merece mais um video!)
    ps. eu acho q vc só quis usar contra-plongee pra se engrandecer e elevar seu conhecimento nesta arte chamada de sétima diante do mero espectador…ahuahuahahua ..brinks!

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