Uma análise estilística da obra de Sergio Leone

O vídeo a seguir foi concebido para exibição no dia da defesa de minha tese de doutorado. Ele resume, em 20 minutos, os objetivos e a metodologia que usei para fazer a análise fílmica de cunho estilístico da obra de Sergio Leone, apontando as conclusões e também fazendo um rápido comentário acerca da influência que ele teve na obra de alguns diretores de cinema contemporâneos.

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31 comentários em “Uma análise estilística da obra de Sergio Leone

  1. Tenho que dizer que este vídeo foi uma verdadeira aula de cinema. Já havia assistido há alguns de seus vídeos no YouTube e me agradaram bastante.

    Fico feliz pelo seu doutorado e pelo que pude perceber por seus vídeos (já havia visto alguns no YouTube), é mais que merecido. Fico ainda mais feliz por disponibilizar este vídeo para nós, pois ele é uma verdadeira aula de cinema.

    Tenho que dizer que até o momento o único filme do Leone que assisti foi “Era uma vez no Oeste”, mas pelo texto, pelas cenas exemplos e pelo que me lembro deste filme, consegui aprender muito com o vídeo.

    Apesar de o ter conhecido (por vídeo) há pouco tempo, pode ter certeza de que continuarei a acompanhar seu trabalho. E que venham mais vídeos!

    Um abraço!

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  2. Essas críticas feitas sobre o cinema spaghetti western em cima dos filmes do Leone que você postou no seu vídeo me deixaram um tanto quanto irritado com esses críticos. Eu não consigo enxergar um faroeste melhor do que o feito pelo Leone. Ele é simplesmente fantástico em seus filmes (principalmente em “Três homens em conflito” e “Era uma vez no oeste”). Simplesmente trágicas essas críticas.

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  3. Sabe, Caio, algumas coisas demoram para serem apreciadas, vai ver foi por isso que o Leone demorou para ser reconhecido. Todos que tentam fazer algo dentro de um gênero, mas não seguem as regras ao pé da letra sofrem com isso. Com o tempo e com novos críticos reavaliando o trabalho é possível que os filmes se tornem referência, ou não. Se por um lado irrita, por outro, talvez este seja o grande charme das ciências humanas (seria a crítica cinematográfia uma ciênica?), estar fundamentada em argumentos e não em “verdades absolutas” (veja que eu coloquei aspas) como a ciência tradicional.

    E, Rodrigo, já assisti aos outros vídeos pelo YouTube. Gostei bastante de todos. Me ajudaram, inclusive, a perceber melhor algumas coisas que estou lendo no livro “A Linguagem Cinematográfica” de Marcel Martin.

    Abraços!

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  4. Rodrigo, gostei muito do seu vídeo. Eu adoro o cinema de Sérgio Leone, apesar de considerar Era uma Vez na América sua obra-prima indiscutível. Creio que é a síntese de todos os filmes que ele fez antes, mas com uma história mais elaborada e personagens qe te fazem apaixonar-se por eles. Mas isso não importa, ele é um gênio e fe poucos e admiráveis filmes. Não sou crítico, nem conhecedor profundo de cinema, apenas apaixonado por essa arte. A única coisa que me faz gostar ou não de um filme é o que ele me faz sentir. E amo os filmes de Sérgio Leone. Por isso, se for possível, gostaria de assistir a sua defesa. Avisa aqui no site local e hora e eu teria um imenso prazer em vê-la. Sinto falta do tempo em que você escrevia com mais frequência aqui. Gosto muito d suas críicas. Abraços e sucesso.

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  5. Licínio, obrigado pelas palavras gentis. A defesa da tese na verdade já ocorreu, em fevereiro último. Deu tudo certo. Não divulguei por aqui porque estava realmente tenso com a ocasião, e achei que se o auditório lotasse eu ficaria muito mais nervoso do que o habitual. De qualquer forma, defesas de tese são um tanto quanto enfadonhas para quem não leu o material… que será disponibilizado logo que a UFPE liberar. Abraços.

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  6. Olá Rodrigo. Parabéns por sua tese sobre Sérgio Leone. Seu trabalho está disponível na internet? Se estiver, por favor, divulgue o endereço. Também acho que ele foi um dos grandes cineastas do nosso século e que conseguiu trazer importantes inovações na linguagem cinematográfica. Diria que a influência dele não se retringe apenas ao cinema, mas também a literatura. Uma demonstração dela pode ser encontrada nos livros de autoria de Cormac Mccarthy, principalmente aquele que é considerado sua obra-prima “Meridiano de Sangue”. Leia-o e você irá notar que provavelmente muitas descrições de personagens cenários e até mesmo situaçoes podem ter sua origem nos westerns de Leone. É uma pena que suas contribuições demoraram para ser reconhecidas pelos cineastas e, principalmente pelos críticos cinematográficos. Não sei por que a crítica não só cinematográfica, mas também literária é relutante em reconhecer as inovações de linguagem. Mas, infelizmente isso acontece constantemente e muitos cineastas e autores são mau tratados e tem seus obras ignoradas, pelo menos durante certo tempo. Ao assisitir sua apresentação percebi que você defende a idéia que Leoni em sua época não foi reconhecido porque fazia filme de um gênero considerado menor pela crítica cinematográfica daquela época: o western. Além dele, seu que outro gênero menor o horror também não tinha boa aceitação por parte dos críticos cinematográficos. Por outro lado, um especialista ingles chamado David Punter afirma que os filmes de horror produzidos pela produtora inglesa Hammner (que eram massacrados pela crítica nos anos sessenta e setenta) resgataram importantes elementos da literatura (no caso gótica), refletiam as mudanças comportamentais de sua época( principalmente o tratamento da sexualidade) e também e também inovaram na estética, principalmente, no que se refere ao uso das cores. Além disso, esses filmes assim como os de Leoni influenciaram uma geração de diretores ( Tim Burton, Guillermo Del Toro, Alejandro Amenábar, Sam Raimi, Ridley Scott dentre outros) e també autores de horror/ fantasia: Clive Barker, Stephen King, Neil Gaiman e outros. Gostaria de saber se você concorda com a análise de Punter ( podemos afirmar que os filmes da Hammer resgataram importantes elementos da literatura gótica e também influenciaram uma nova geração de diretores de cinema e autores de literatura?). Se for possível, gostaria que você respondesse esta pergunta. Um abraço.

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  7. Obrigado, Alessandro. Por enquanto a tese ainda não está disponível (assim que estiver, publicarei o link). Com certeza, concordo com o Punter. O fenômeno que aconteceu com Leone não foi exclusivo dele. De fato, a crítica cinematográfica ainda coloca as produções de gênero num patamar inferior. Em geral, trabalhos de diretores vinculados a gêneros só passam a ser reconhecidos uma geração depois. Abraços.

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  8. Rodrigo, adorei seu vídeo-aula ! Muito bom ! E, sobretudo, parabéns pelo doutoramento ! Tomara que sua tese renda ainda bons frutos (este video mesmo foi uma ótima ideia!), quiçá, nos permitindo ter acesso à própria tese. Que, diga-se, só pelo resumo do vídeo, foi um trabalho de fôlego e muito bem fundamentado. Paciência oriental a sua ! Quantificar o percentual de closes dos filmes do Leone, por exemplo, em comparação com a média feita pelo cinema comercial de então, é demonstração de trabalho dedicado e meticuloso e muito amor ao cinema ! Grande abraço !

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  9. Ah ! E só pra ecoar a sempre referida influência atual de Leone, ontem vi “Um homem misterioso (The American)”, com George Clooney, que traz uma homenagem explícita a Leone. Além do que, este filme do Anton Corbijn é francamente tributário do estilo de Leone, como se pode ver pelos planos longos e abrangentes como os de abertura de “Por um punhado de dólares a mais”, que vc mostra no seu vídeo, tanto quanto pelos closes do (anti)herói do filme. Abraço !

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  10. Rodrigo, acabei de ver uma notícia que me deixou radiante e ansioso desde já: os filhos do Sérgio Leone restauraram Era uma Vez na América com a metragem original de mais de 300 minutos e relançarão o filme no próximo ano nos cinemas. Estou roendo as unhas aqui, doido para ver…Abração e até mais.

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  11. Imagino o quão difícil deve ter sido resumir uma tese tão extensa em apenas 20 minutos, colocando os pontos principais de seus anos de estudo sobre a obra de Sergio Leone nesse vídeo que você, tão gentilmente, compartilha conosco. Eu não conheço muito de faroeste, então assistir à este vídeo de apresentação da sua tese de Doutorado foi muito instrutivo para mim, até mesmo para eu compreender um pouco do Spaghetti Western e da importância do Sergio Leone para o cinema atual, a influência dele nos diretores de hoje em dia. Parabéns, mais uma vez, pelo Doutorado e obrigada, de novo, por compartilhar um pouco desse conhecimento que você adquiriu conosco. O vídeo ficou ótimo!!

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  12. Gostaria de comentar o que o Alessandro disse mais acima sobre a crítica não reconhecer alguém que está inovando em uma linguagem, qualquer que seja. Não quero defender nenhum dos lados, apenas tentar expor o que acontece.

    Quando surge qualquer inovação/variação dentro de uma linguagem, como o cinema, por exemplo, esta novidade terá que ser comparada com o que já existe. Ou seja, qualquer coisa adquire um valor (ou uma crítica) em oposição a outra coisa (no caso, um padrão cinematográfico que já existe). Para exemplificar melhor, basta pensar, por exemplo, no Cubismo que foi uma corrente da arte que surgiu na primeira metade do século XX. Juntamente com as obras cubistas veio um “Manifesto Cubista”. E por que isso? Simples, o Cubismo era algo novo e precisava ser analisado de uma forma diferente das outras correntes de vanguarda e principalmente da arte clássica. Um manifesto serviria, então, como base para interpretação da própria arte cubista. Espero que isso tenha ajudado a esclarecer este “problema” da crítica.

    É preciso, também, lembrar que os críticos são homens, e como qualquer homem, ele não consegue ser imparcial. A imparcialidade não existe. Ponto. O que pode existir é um afastamento para que se faça uma análise menos emotiva e mais racional, tentando observar o objeto se posicionando “por fora”. Mas isso não significa que qualquer texto criado pelas ciências humanas consiga ser 100% imparcial. Acredito que isto ajude a explicar porque a crítica tem certas opiniões no lançamento de alguns filmes (denegrindo ou exaltando) para depois, alguns anos ou décadas depois, o filme passar a ser encarado por todos de forma diferente. Faz parte da evolução. Isso aconteceu com Cidadão Kane, por exemplo.

    Mas venhamos e convenhamos, não posso tirar o direito de ninguém achar ruim a crítica ter falado mal do Leone no passado. Afinal, como sou humano, também gostaria que eles tivessem falado bem de coisas que vejo hoje e gosto, mas que no passado foram massacrados.

    Só queria propor uma reflexão mesmo. Não quero tirar o direito de ninguém sentir o que sente, afinal, nem todos tem essa péssima mania (que eu tenho) de tentar racionalizar tudo. Se falei besteira, podem apontar os erros. Conversando a gente se entende.

    Abraços!

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  13. Gostei bastante do seus trabalhos, eu sou fã de faroeste também ainda mais do Sergio Leone, quais livros que você pode me indicar que fale sobre a estética do cinema e sobre faroeste? to desenvolvendo um artigo na faculdade e eu não tenho muita ideia de livros. Desde de já Obrigado.

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  14. Ilton, obrigado pelos elogios. Recomendo que você baixe a minha tese (está nessa mesma sessão Outros Textos) e dê uma olhada na bibliografia para checar os livros. Em português há pelo menos dois livros recomendados sobre western, mas a bibliografia completa está na tese.

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  15. Só tenho a elogiar este trabalho em que estudo, analiso e divulgo a muitos anos.
    Parabenizo ao amigo Rodrigo em ter sido feliz em escolher um tema de muita polêmica e as vezes preconceiutoso entre o cinema ‘Western Ameriano e Europeu’.
    Meu blog esxclusivo sobre este assunto é:

    http://www.bangbangitaliana.blogspot.com

    …e para quem deseja entrar em uma boa discussão sobre o Western Americano e o Europeu, conheça este link e participe da briga.

    http://www.cinewesternmania.blogspot.com.br/2012/02/top-ten-westerns-de-edelzio-sanches-do.html

    Muita gente entendida do assunto deixou la o seu comentário sobre um Top 10 westerns que causou muita polemica entre os cinéfilos brasileiros sobre o assunto.

    Edelzio Sanches

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  16. Rodrigo Carreiro foi com lágrimas nos olhos que eu assisti se documentário. Você observou com muita perspicácia as bases fílmicas,formadoras do estilo de Sergio Leone, bem como sua permanente influência nos cineastas do cinema mundial. Suas idéias e observações sobre a origem do western spaghetti coincidem em muitos pontos com as minhas. Quando assisti pela primeira vez um faroeste italiano percebi de imediato que eles diziam mais do que o que estava na superfície, e meus conhecimentos sobre linguagem de cinema era apenas a de um simples fã. Venho combatendo há muito tempo uma reavaliação dos filmes deses gênero, não só os de Leone, mas também os de outros diretores como Sergio Sollima, Sergio Corbucci, Enzo Castellari, Mario Siciliano, Giulio Petroni. Os críticos que formularam valorações depreciativas estavam presos a um academicismo elitista, radicado no que você definiu como grande divisor em seu artigo ‘”Western spaghetti, do desprezo à glória”. No entanto- e felizmente- as reavaliações começaram a se intensificara a partir da década de oitenta com o surgimento de estudiosos e críticos independentes e isentos, para o que contribuiu a difusão da internet com a troca de informações entre os fãs e os blogues(que se tornaram fóruns de discussão, inserindo resenhas e artigos feitos por pesquisadores como é o caso do “Bang Bang à italiana no Brasil de Edelzio Sanches e “Por um punhado de Euros” dos portugueses pedro Pereira e Emanuel Neto, dos quais eu participo) dedicados especificamente ao gênero. A própria Hollywood não ficou imune à influência desse gênero inventado na Itália, e o reconhecimento já ocorre entre muitos dos seus grandes diretores e produtores, que a todo momento fazem homenagens com citações das cenas dos filmes de leone, principalmente. Leone foi, ou melhor dizendo, é -porque sua obra vive, apesar dele estar morto- um dos grandes inventores da linguagem cinematográfica do cinema , eu diria até que sintetizou e superou tudo o que já havia sido feito, e portanto será a daqui a algum tempo a maior referência do cinema, será o cineasta mais consultado e pesquisado para a formulação de novos estilos e convenções. Seus filmes direta ou indiretamente nos instiga para várias direções perceptuais, são um banquete cultural (pintura, literatura e até filosofia).Fantástico, está de parabéns. Acesse os blogues citados por mim, são muito bons.

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  17. Fazendo algumas correções no meu comentário: onde está digitado “… e meus conhecimentos sobre linguagem de cinema era apenas a de um simples fã”…”, deveria ser “…e meus conhecimentos sobre a linguagem de cinema eram apenas os de um simples fã…”Na sétima linha digitei: “Venho combatendo há muito tempo uma reavaliação dos filmes desse gênero…” deveria ser “Venho combatendo há muito tempo por uma reavaliação dos filmes desse gênero…” Da forma como digitei deu a entender que eu estava combatendo contra as reavaliações. Nada disso, bem ao contrário. Obrigado pelo espaço e mais uma vez parabéns.

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  18. Acabei de ler no comentário do Licínio uma notícia importantíssima, de emocionar e quase chorar novamente. Os filhos de Sergio Leone irão lançar “Era uma vez na América” nos cinemas com 300 min (5h), ou seja, pretenderão apresentar a obra bem próximo daquilo que seu pai realmente pensou. Eles já haviam anunciado essa intenção há alguns anos atrás. Não era segredo para ninguém que Leone havia ficado totalmente transtornado da forma como o filme havia sido montado pelos produtores, á sua revelia, cheio de cenas desencontradas. Na verdade, mutilado. Anos depois foi lançado um edição (Não lembro agora o nome da editora) que pretendia por tudo em ordem, incluindo algumas cenas cortadas, da forma como o autor imaginara. Para mim não acrescentou quase nada. Se ocorrer de fato em 2013, teremos a oportunidade de mais uma reavaliação de sua última obra, que alguns críticos consideram como sua obra prima. Completando agora o que Rob Ville escreveu sobre as oposições que ocorrem entre uma linguagem nova e outra anterior, eu diria que é uma discussão um tanto complicada e que vai dar muito pano para manga. No caso do western Spaghetti em que vários autores concorreram para a sua conformação estilística/visual, e não só Leone, ocorreu uma forte oposição primeiro pelo fato de ser considerado ou avaliado como arte de apelo popular pelos críticos e intelectuais ligados ideologicamente ao chamado grande divisor, como bem colocou o Rodrigo em seu artigo; depois por ter sido realizado por diretores de outra nacionalidade, presumivelmente sem o devido conhecimento histórico. Considero que alguns diretores ( uma grande parte fez tambem coisas ruins, sem qualidade) do cinema italiano naquele momento mais do que se distrair fazendo westerns, queriam apresentar algo novo, apresentar idéias através de signos imagéticos, contestar mesmo o padrão vigente de estilos e esquemas ditado por Hollywood, por isso pode-se até mesmo caracterizar o que ocorreu como um movimento artístico de contestação cinema americano. Em alguns casos isso ocorreu de forma bem consciente, em outros inconscientemente. O que Sergio Leone fez a meu ver e acredito que na opinião de muitos outros, é comparável ao que Pablo Picasso fez na pintura quando inventou o cubismo e virou tudo de pernas para o ar. No início houve quem detratasse, enxovalhasse, amaldiçoasse. Depois fizeram uma revaloração positiva e hoje ele é genial. A elaboração do manifesto colocou pontos no “is”, apresentando as propostas teóricas, formais e estéticas da nova arte. Pode ter faltado então a idéia do manifesto no caso dos Spaghettis, no entanto os artistas que se propuseram levá-lo adiante podem ter pensado de forma diferente, num movimento de caráter mais individualista, onde ocorria mais a competição. Pode ter ocorrido um movimento artístico, mas sem a organização devida para apresentar suas propostas e daí os obstáculos se tornariam mais fortes. E por aí vamos… obrigado novamente.

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  19. Escrevi “…há alguns anos atrás.” Errei, na verdade deveria ser: “…há alguns anos.” Não precisa escrever atrás quando se usa “há” indicando tempo decorrido. Desculpem, mas esses erros ocorrem. Valeu pessoal.

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  20. Como algumas pessoas do outro lado do mundo, estranhas à nossa história ousariam
    fazer um filme de faroeste?
    Com que autoridade e permissão, uns diretorzinhos desconhecidos, que nunca vieram à América, não estudaram cinema aqui e que também não tinham nem “Uns Dólares a Mais”,
    para fazerem isto?
    Por que um bando de pretensiosos iriam pensar, que só “Por um Punhado de Dólares”, eles achariam pessoas que entrariam de corpo e alma nesta empreitada?
    Será que alguém poderia prever, que aquela produção em massa, a toque de caixa, deixaria
    na crítica Americana, uma onda raivosa, com muito mais que “Três Homens em Conflito”, para aceitar que aquilo era bom demais?
    Qual seria o motivo, que levaria a qualquer amante do faroeste, a perceber que contar
    uma história começando com as palavras mágicas antigas, era uma vez, deveria mudar
    para “Era uma Vez no Oeste” e “Era uma Vez na América”(ironia)?.
    A reação da crítica americana, detonando este novo gênero, foi uma simples questão psicológica, que inconcientemente não se percebe de imediato e explico com uma pergunta
    que os críticos americanos fizeram aos seus inconcientes:
    COMO UM BANDO DE POBRETÕES DO OUTRO LADO DO MUNDO, CONSEGUIRAM PEGAR UMA INVENÇÃO NOSSA, FAZER MELHOR QUE A GENTE, COM MÚSICAS EMOCIONANTES E EXTREMAMENTE POPULARES? COM OS NOMES DOS PERSONAGENSINESQUECÍVEIS?
    Quem lembra que “No tempo das Diligências”, o grande John Wayne era Ringo?
    Finalizando e simplificando: Ficaram simplesmente injuriados, coisa típica de Americano.
    Ninguém pode ser melhor que eles. Tenho dito!

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