Cisne Negro

[rating: 4.5]

Darren Aronofsky garante: “Cisne Negro” (Black Swan, EUA, 2010) foi concebido e executado como um filme-irmão de “O Lutador” (2008). À primeira vista, a afirmação do diretor pode parecer um desatino. Afinal, temos um thriller de horror psicológico ambientado nos chiques bastidores de uma superprodução de balé contra um drama familiar a respeito de um lutador decadente de wrestling. Onde estariam as semelhanças? A resposta: no cuidadoso estudo de personagens trágicos empreendido pelos dois roteiros, nas interpretações brilhantes de seus protagonistas, no estilo sensorial de filmar (especialmente o uso da câmera e o desenho de som) e, claro, no resultado final: ambos são filmes magníficos.

“Cisne Negro” integra, grosso modo, um subgênero que vem sendo explorado de forma crescente desde os anos 1970, e que aposta em narrativas subjetivas – ou seja, contadas do ponto de vista de um personagem específico. A inspiração evidente do thriller de Aronofsky vem da trilogia informal que Roman Polanski dirigiu na virada entre as décadas de 1960 e 1970: “Repulsa ao Sexo”, “O Bebê de Rosemary” e especialmente “O Inquilino”, três obras-primas do horror psicológico, de cujo nível geral de qualidade o filme de Aronofsky não fica atrás. Seu filme é cinema conciso, bem narrado, e apresenta um dos mais eficientes usos de efeitos visuais computadorizados do cinema norte-americano contemporâneo.

A história é narrada a partir do ponto de vista de Nina (Natalie Portman), bailarina de uma grande companhia nova-iorquina cujo diretor (Vincent Cassel) decide rejuvenescer, substituindo a dançarina principal (Winona Ryder, em ponta de luxo) por um rosto desconhecido em uma montagem ousada do clássico “O Lago dos Cisnes”. A idéia inovadora da nova encenação consiste em escalar a mesma bailarina para os papéis antagônicos da heroína e da vilã (o tal Cisne Negro do título). Nina é forte candidata ao papel, mas esbarra num problema: seu perfeccionismo obsessivo, junto com a personalidade tímida e recatada, a faz ter dificuldades para encarnar a personalidade voluptosa da personagem má.

No primeiro ato, Aronofsky capricha em soluções visuais criativas para fazer o espectador mergulhar na personalidade de Nina. Sob as asas de uma mãe castradora que vê na filha a possibilidade de realizar seus próprios sonhos fracassados, a bailarina segue uma rotina espartana que lhe tolhe sonhos e desejos. Uma de suas válvulas de escape parece ser a auto-mutilação – propositalmente, Aronofsky mantém variadas possibilidades em aberto, indicando diversos caminhos possíveis que expliquem seu comportamento volátil. A possibilidade de ganhar o papel da superprodução, contudo, liberta uma Nina que nem todo mundo – ou quase ninguém – conhece, rumo a um terceiro ato arrebatador.

Cineasta conhecido por investir pesado em imagens e sons que mergulham o espectador em um universo mais sensorial do que propriamente emocional, Aronofsky aposta no desenho de som que valoriza ruídos hiper-reais (observe a cena em que Nina estala os dedos dos pés ao acordar pela manhã, ou a obsessiva preparação dos bailarinos que arranham as solas das sapatilhas para melhorar a performance) e em close-ups extremos dos rostos da moça para sublinhar seu caráter metódico e sua tensão permanente. A música de Clint Mansell, composta a partir de variações dissonantes e sombrias dos temas de “O Lago dos Cisnes” de Tchaikovski, ajuda a manter a atmosfera levemente onírica, reforçada pela direção de soturna, que usa com eficiência os contrastes entre preto e branco. De quebra, o discreto ruído de asas batendo que surge subitamente em pontos específicos da narrativa sinaliza a natureza do conflito interior de Nina e funciona como um índice do final do filme.

Elementos como o quadro evocando um teste de Rorschach na parede da casa do diretor da companhia, a estampa no travesseiro de Nina e as asas tatuadas nas costas da amiga e rival (Mila Kunis), além do uso sempre interessante de espelhos em tomadas-chave de diversas cenas, revelam que o filme lida com mais uma variação da temática do duplo (ou doppelgänger), muito explorada pelos autores góticos da literatura de horror do século XIX, e Aronofsky não se furta a mergulhar violentamente nessa veia romântica rumo ao terceiro ato, quando a câmera de Matthew Libatique dá um show particular ao “dançar” junto com Nina na nova versão do espetáculo clássico (a decisão de colocar a câmera dentro do palco se revela fundamental para sustentar a natureza sensorial das cenas de dança). As longas caminhadas em que a câmera segue o personagem à frente – recurso estilístico também usado em “O Lutador” – também emprestam ao filme tensão e agilidade extras.

Nenhuma dessas virtudes técnicas seria suficiente para fazer de “Cisne Negro” o grande filme que ele é sem a presença de Natalie Portman. De fato, todo o elenco está bem, em particular o sempre eficiente Vincent Cassel (sua cena de sedução é poderosa), mas a jornada emocional que a atriz imprime à protagonista ao longo do filme a leva (e a nós também) de um extremo a outro do cardápio de emoções humanas, numa entrega sempre salutar de ver em um ator. Esqueça o bom “Ilha do Medo”: o grande filme de narrativa subjetiva de 2010 está bem aqui.

– Cisne Negro (Black Swan, EUA, 2010)
Direção: Darren Aronofsky
Elenco: Natalie Portman, Vincent Cassel, Mila Kunis, Barbara Hershey
Duração: 108 minutos

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43 comentários em “Cisne Negro

  1. Ótima crítica, como sempre.
    Amei o filme. Cassel tá longe de ser um “sex symbol” (pelo menos pra mim), mas até eu fiquei seduzida na cena que você comentou hehehehe!
    Mas, depois de ler o que tu escreveu, fiquei me perguntando: o que faltou pra o filme levar a 5ª estrelinha completa?

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  2. Olá Rodrigo. Ótimo texto sobre Cisne Negro, só não entendi por que vc deu quatro estrelas e meio. Por que não cinco, uma vez que para mim não consegui encontrar nenhuma falha nele. Ao assisitr o filme, também tive as mesmas impressões. No entanto, não acho Cisne Negro que seja um thriller de horror, mas sim de terror, uma vez que suscita emoções mais subjetivas, tais como o medo e o estrahamento diante de eventos que podem ou não estar aconteciendo.Concordo com vc e acredito que Darren Aronofsky ( eta nome difícil!) foi muito influenciado pelo cinema que podemos dizer “gótico” , de Roman Polanski, não só no tratamento do tema do duplo, mas também na elaboração visual de certas cenas do filme e também no modo como lida a repressão, seja ela da personalidade ou de natureza sexual. (…). Também notei que em muitas cenas de Cisne Negro, o espelho aparece de modo simbólico como uma reflexo de um outro eu, o que para mim é uma referencia direta aquele que é considerado o melhor conto de Edgar Allan Poe, um mestre do gótico-americano sobre o tema do duplo: William Wilson, cujo desfecho é bem parecido com o do filme de Aronovfsky. Mas além desses elementos, o que sem dúvido faz de Cisne Negro um grande filme, na minha opiniao o que contribui muito para tornar Cisne Negro o mais ousado dentre os filmes americanos do Ano Passado e o melhor dentro da seleção de Oscar é sem dúvida a corajosa intepretação de Natalie Portman. Para mim, é difícil imaginar de O profissional e o Perto Demais sem a presença dela e acredito que esses filmes são bons devido ao modo como ela conduziu os personagens ( Ela é essencia de Perto Demais, sem ela o filme de Mile Nichols perderia sua força e impacto). Bom, sei que esta é opinião pessoal e discutível, mas é o que acho. Também acredito que Cisne Negro não teria o efeito que tem em seu desfecho se não fosse a entrega total de Portman no papel de Nina. Para mim, a cena final na qual Nina tem sua cartase é um das belas e trágicas do cinema atual. Fiquei impressionado como o modo com Aronovsfky conseguiu unir o pathos e a perfeição da arte, o que a torna uma celebração sublime da beleza estética. Talvez eu esteja exagerando, mas foi essa minha impressão. De qualquer forma, para mim defino Cisne Negro com uma palavra usada por Luiz Carlos Merten: FILMAÇO. É uma pena que os membros da Academia não pensem do mesmo jeito e tudo indica vão premiar o quadradão “Discurso do Rei”. Abraço.

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  3. Alessandro, dei uma rápida editada no seu comentário porque ali havia um trecho que, para leitores atentos, praticamente entregava o final. Minha leitura é basicamente a mesma, mas evitei entrar fundo nela porque nunca gostei de críticas que tentam “desvendar” o filme pro espectador. Quanto à classificação horror X terror, não sei qual critério você leva em conta para fazê-la; eu simplesmente sigo as classificação do gênero proposta pelos teóricos mais recentes (sobretudo Noel Carroll). Acho que o filme se encaixa perfeitamente nela. (E de fato não sei de nenhum estudo sério que proponha a existência de um gênero específico de “terror”). Por fim, as estrelinhas: 4 1/2 é uma nota excepcional e não significa que o filme contenha alguma “falha”. Abraços.

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  4. Olá Rodrigo. Sobre a classificação acho que vc tem razão, ainda mais se levarmos em conta que ho horror na perpectiva de Carrol é o abjeto, aquilo que negamos a existencia, que em Cisne Negro parece que se manifesta na cena (…) . Do resto, vc está certo. Um abraço.

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  5. O horror. O horror. Fiquei impressionado. Vale lembrar de Barbara Hershey, ótima como a mãe domiadora de Nina, e Portman dispensa comentários. E seu final, apoteótico, é um dos momentos mais belos que vi nos meus 23 anos.

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  6. Rodrigo, parabéns pela crítica ! Faz jus à excelência do filme, que vi ontem. Ainda estou sob impacto. Filmaço !!! Vc falou da aproximação entre este e “O lutador”, o penúltimo do Aronofsky, e acho pertinente sim. Além do estudo do caráter trágico de seus protagonistas, achei até que em certos detalhes os filmes se aproximam. Por exemplo, a escolha de Barbara Hershey como mãe de Nina. Achei que, igual a Mickey Rourke, ele trouxe de volta à ribalta uma boa atriz que, ao se reapresentar ao público (eu, pelo menos, há décadas que não a via), traz em seu rosto marcas de uma trajetória pessoal dolorida e difícil. Isso porque a máscara que hoje veste a Barbara desvela uma aparência artificial e algo deformada (muito menos do que a de Rourke, claro), que muito acrescenta a sua composição de mãe castradora e mulher problemática. Tudo isso demonstrando o trabalho meticuloso de um diretor que está fazendo cinema de grande qualidade. Adorei ! Ah ! E como sempre, suas dicas preciosas reforçaram a decisão de rever o filme, pois preciso conferir os detalhes ligados ao desenho de som e os elementos visuais como o quadro ou a estampa do travesseiro. Valeu !

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  7. sensacional!!!!!!!!

    vi o filme e ele ainda nao saiu da minha cabeça.
    o q o Aronofsky fez nesse filme foi algo raro. O espectador “sente” o filme assim como a protagonista.
    e a Natalie Portman…. sem comentarios. Interpretação absurda.
    E ainda tem gente q diz q não se faz mais filme de qualidade ou fica so bajulando alguns filmes europeus q proporcionam a mesma sensação de um sonífero.

    Eis aí, uma grande experiência cinematográfica (q junto com Rede Social, O Vencedor, alem de outros fazem parte de um muito bom ano de 2010).

    PS:gosto muito de O Lutador, apesar de achá-lo superestimado. Na minha opinião o Cisne Negro põe no chinelo facil.

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  8. Poxa, li seu texto pela primeira vez agora, depois de assistir ao filme e vi que você cita várias coisas que eu acabei citando, como o uso da trilha, a atuação da Natalie (é claro) e o uso dos espelhos, dos movimentos de câmera e ângulos de câmera… 🙂

    Enfim, “Cisne Negro” é um grande filme! Uma obra perturbadora. A melhor da safra do Oscar 2011, até agora.

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  9. FILMAÇO. Ainda não vi O Vencedor (pretendo ver amanhã) mas de longe o oscar tem que ser de Cisne Negro. A Rede Social é interessante como uma reflexão histórica de um fenômeno contemporâneo mas talvez no futuro fique datado. cisne Negro não. Fala sobre a alma humana então, como diria Shakespeare, será um filme “para todos os homenes e para todas as épocas”. Só a cena inicial com movimentos de camera fantásticos acompanhando a dança já vale o filme. E a Natalie está realmente soberba, quem diria que um dia atingiria esse nível como atriz, parabéns a ela. Achei o filme também uma mistura de David Lynch com os contos de Kafka em alguns momentos. É um filme perfeito mesmo eu achando que no final explica um pouco demais certas situações. Engraçado que não é uma história muito complexa mas o modo como ela é contada a torna obra-prima.

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  10. Rodrigo estou tão feliz em assistir um bom filme e ler suas posições. Muito feliz e emocionada com suas observações. Só depois de ler seu texto encontrei uma palavra que senti, mão não sabia estabelecer e dizer antes, é ‘sensorial’. Obrigada Rodrigo, por disponibilizar toda essa cultura DE GRAÇA para nós, pobre mortais como eu, mesmo não sendo da área e entendendo tão pouco (Estou terminando Engenharia de Materiais), mas apaixonada/deslumbrada por um BOM cinema.

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  11. Rodrigo, acho que tem algo mais que liga o universo de Cisne Negro ao de O Lutador: a questão da exigência do sacrifício e superação física e , sobretudo, mental e psicológica, da bailarina e do atleta, sendo que a personagem de Mickey Rourke se entrega a isso pela chance de um retorno e de um final digno de sua carreira, enquanto que a de Portman, para atingir a culminância da sua, tudo isso em busca da redenção e justificativa de uma vida que levou ambos a se perderem de sua individualidade em busca de uma glória efêmera, que ao final é tudo o que lhes resta. Gostei muito da atuação de Natalie Portman, mas você acha que ela merece o Oscar?

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  12. Minha nota é exatamente igual a sua, mas acho que o filme perde um pouco de sua excelência e força quando explora as cenas de sustos “tchans”, principalmente quando comparadas a tensão das que envolvem o corpo de Nina.

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  13. Achei o filme espetacular, mas acho que perde um pouco de sua excelência e força quando explora as cenas de sustos “tchans”, principalmente quando comparadas a tensão das que envolvem o corpo de Nina.

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  14. Rodrigo, sei que o doutorado toma MUITO tempo, mas escreve logo a crítica do O Vencedor tô com muita vontade de ler sua opinião do filme que tem a melhor atuação de Christian Bale até hoje. Mas o Oscar é de Cisne Negro na minha opinião sem dúvida nenhuma mas oscar é oscar né….

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  15. Exelente critica finalmente alguem sacudiu a poeira e abandonou a febre do momento entre a maioria dos criticos da rede: malhar os filmes mais hypados do ano passado – A origem e Cisne negro – o unico ponto que realmente achei desnecessario e lamentavel foi a sutil depreciação da fantastica obra Ilha do medo de scorsese… no mais parabens pelo texto.

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  16. Rodrigo,
    Saí da sala de cinema com um gostinho de quero mais… O longa de Darren Aronofsky me fez lembrar “Os Sapatinhos Vermelhos” de Michael Powell. Não sei se isso influenciou a minha visão quando assisti “Cisne Negro”. Na minha opinião, “O discurso do rei” leva o Oscar amanhã.

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  17. SPOILER

    achei o filme sensacional, achei de suspense com relação a personalidade da atriz. Só fiquei com dúvidas com relação ao final no qual a atriz aparece com o pedaço de espelho no abdomem e a sensação que estava morrendo mesmo. Ela morre?

    SPOILER

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  18. Sim, a relação com “Os Sapatinhos Vermelhos” é total, o filme tem referências ao trabalho do Powell.

    Quanto à pergunta sobre o destino da protagonista, o final é propositalmente ambíguo (assim como acontecia com o filme anterior do Aronofsky).

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  19. Odeio cortar “o barato” dos outros, mas, convenhamos, o filme é puro vazio e pretensão, tendo mais-ou-menos o mesmo nível apenas razoável de “O Lutador”. Rourke e Portman carregam os dois filmes “nas costas”. Eu sei que as opiniões de pessoas entendidas é sempre respeitável, mas me permito informar que Aronofsky é claramente um cineasta menor, que até poderia fazer bons filmes se fosse intelectualmente e artisticamente honesto e mais consciente da real medida de seus talentos como diretor (quem sabe fosse melhor como produtor). Bons (e menos “metidos”) cineastas de filmes “B”, exemplifico com Dario Argento, realizaram obras bem melhores no genero. A comparação com a brilhante obra de Michael Powell é uma heresia. Quer ver um bom “Cisne Negro”? Veja então o ótimo “capa e espada” dirigido pelo subestimado Henry King em 1944, com Tyrone Power e Maureen O’Hara (ela está espetacurlamente bela neste filme). Para finalizar, parece que o Aronofsky leu um espirituoso livro, cujo nome e autor não lembro no momento, que ensina como parecer um EXPERT em um determinado assunto (cinema, por exemplo) mesmo até, na verdade, entendendo pouco sobre ele, ao ponto de conseguir enganar bastante gente.
    Mica parece ouro, mas é apenas “ouro dos tolos”. Desculpe o cinismo, mas raposa velha é mais difícil de ser enganada. Tenho em alta conta a maioria de suas críticas, mas desta vez você se deixou enganar por um canastrão, mas esperto, vigarista da 7ª arte. Um abraço.

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  20. Quando vejo filmes como Cisne Negro e o Vencedor, recupero minha esperança tênue no Cinema americano. São filmes feitos con consistencia, esmero e competência, diferente de tantos feitos “à toque de caixa”. Vale a pena saber que atores (evidentemente com salários milionários) se deram ao trabalho de participar realmente de uma filme. Cisne Negro é uma Obra prima. O trio central Portman/Cassel/Kunis são fantásticos. Por falar em Cassel, ele vem se torando um coadjuvante de ouro e é uma dos maiores atores da atualidade. Porque não haveria estrelato sem Cassel, Giamatti , Josh Brolin ou Stanley Tucci.

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  21. O filme é bom..Portman e Cassey excelêntes…MAs pra quem assistiu Requiem,do mesmo Aronofsky, o final de Cisne Negro é bem fraco; portanto acho q para os que viram Requiem melhor não esperar um final tão soco no estômago e traumático, pois irão se decepcionar…pra quem não viu..Cisne Negro pode significar mais…Abraços.

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