Outro artigo na rede

Para os leitores interessados em minhas atividades acadêmicas, esse artigo chama-se “História de uma Crise: a Crítica de Cinema na Esfera Pública Virtual”, e está na revista Contemporânea, editada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O link para download está aqui. O artigo pode ser conferido em formato PDF.

O tema deste artigo não tem relação com minha pesquisa de doutorado, que analisa estilo e narrativa na obra de Sergio Leone.

Na verdade, o texto em questão é mais antigo. Trata-se de um desdobramento de minha dissertação de mestrado (cuja pesquisa remonta a 2002-2003), que refletia sobre as interferências da Internet na produção dos críticos de cinema.

Esse tema foi retomado em 2008. O artigo em questão foi escrito como ponto de partida para minha pesquisa de doutorado.

Acabei deixando o tema de lado posteriormente. Mas, no final de 2009, acabei retornando ao artigo, fazendo alguns ajustes e enviando para a Contemporânea.

Esse tema da crítica de cinema muito me interessa, e deverá ser retomado mais à frente, depois que a pesquisa de doutorado for concluída. Talvez seja objeto de um pós-doutorado. Veremos.

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8 comentários em “Outro artigo na rede

  1. Caro Rodrigo,

    Concluo através da leitura deste lúcido artigo que o atual momento não seria o adequado para alguém aventurar-se nesta profissão, coisa com a qual sonho.
    Em virtude desta padronização na crítica cinematográfica, de que forma deveríamos acompanhar o cinema com o intuito de construir uma análise que mantenha-se relevante ?

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  2. Comentário bastante realista, Jefferson. Tenho duas observações sobre ele:

    1) Do ponto de vista financeiro/profissional, talvez o momento seja mesmo complicado. Mas essa observação vale para dezenas de outras profissões. A verdade é que o mercado de trabalho clássico (carteira assinada, funcionalismo público, etc.) está desabando em todos os lugares do mundo. Cada vez mais as pessoas ganham a vida na informalidade, fazendo trabalhos periódicos. Nesse sentido, não há nada que se possa fazer. Dentro desse cenário, as pessoas mais tenazes e com mais coragem (não é o meu caso, devo dizer) sempre levarão vantagem sobre os mais conservadores.

    2) Nem mesmo na dissertação de mestrado eu me atrevi a responder concretamente sua última pergunta. Na verdade não existe uma resposta clara para ela. Eu devolvo a pergunta: o que seria uma “análise relevante”? Originalidade garante relevância? Eu não sei responder. De um ponto de vista pessoal, acredito que a única solução para esse dilema seria investir nas subjetividades, nos afetos individuais. Colocar-se claramente, adotar um ponto de vista pessoal, realizar associações entre o autor da crítica e o filme, estabelecer essa ponte claramente. Como leitor, te digo que esse tipo de texto me agrada muito mais do que a crítica impessoal/superficial que se pratica em jornais e revistas atualmente. Quase não leio mais essas últimas. Prefiro os blogs pessoais dos críticos, onde encontro reflexões muito mais pessoais e interessantes.

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  3. Grato pela atenção Rodrigo.

    Acredito que a “análise relevante” a que me refiro seria uma forma de se destacar nesta esfera pública em transição, buscando um ponto de equilíbrio, onde seja possível se estabelecer como referência na procura por um material que preza pela qualidade e, evitando, simultaneamente, a ocorrência de monopólio por parte do autor.

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  4. Entendo, Jefferson. A busca por esse ponto de equilíbrio é um desafio a ser vencido. Parece-me claro: escrever textos originais e de qualidade não é suficiente, se você não publica em sites ou revistas com boa audiência e credibilidade comprovada. Se ninguém te lê, não adianta você reinventar a roda, não é? Uma das grandes questões da Internet é essa. Cito o próprio Cine Repórter como exemplo. Acredito, sem falsa modéstia, que seja um banco de dados bastante consistente, mas a audiência relativamente baixa não me credencia a ser considerado um resenhista de referência em lugar nenhum, percebe?

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  5. Rodrigo, li este seu texto esta semana e, como representante deste novo modelo de crítica semi-amadora que você aponta, com os blogs e coisa e tal, adorei a discussão que você fez, até porque concordo muito com a questão do papel da crítica atualmente. Hoje em dia, os grandes veículos não dão espaço para qualquer tipo de crítica cultural. A questão mais é fazer uma agenda de eventos, com comentários superficiais, mas sem análise profunda. E a análise mesmo dos produtos culturais, hoje em dia, se encontra na Internet, que oferece espaço livre, sem restrições de assunto e de pauta e de espaço.

    A discussão que você iniciou em seu artigo é enorme e pode se estender demais. Dá até livro. 🙂 Fica a sugestão pra você!

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  6. Certamente você percebeu que cito a sua liga, né, Kamila? 🙂 De fato, a primeira vez que eu ouvi falar dela foi visitando o seu blog.

    Concordo completamente que o debate renderia um livro. Na verdade, este seria o tema original da minha tese de doutorado, antes de eu ter me decidido pela pesquisa sobre Sergio Leone. Com certeza pretendo me aventurar por esse território novamente, mais adiante.

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  7. Eu vi a citação à SBBC! Obrigada! 🙂

    Se aventure mesmo nesse território, futuramente. Como eu disse, é um tema que rende bastante e que dá discussão. E você seria a pessoa adequada para fazer isso!

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