Quem Quer Ser um Milionário?

[rating:3.5]

O cinema hiperativo do diretor britânico Danny Boyle parece ter sido talhado à perfeição para platéias jovens, movidas basicamente por uma vontade inabalável de quebrar regras à velocidade da luz. Na ficção futurista “Sunshise” (2007), Boyle até pareceu perto de abraçar um estilo um pouco mais tranqüilo, interessado menos na forma e mais no conteúdo. “Quem Quer Ser um Milionário?” ( Slumdog Millionaire, Reino Unido/EUA, 2008) deixa de lado esse semblante maduro para injetar volúpia e energia cinética numa clássica história de amor em três tempos, localizada nas favelas populosas da Índia. O filme agrega ao universo estridente de Boyle – um caleidoscópio de cores, sons e movimentos cuidadosamente planejados para atingir a platéia com o máximo de impacto – um pouco do estilo naturalmente exótico de Bollywood. O resultado é um Frankenstein cinematográfico que, controvérsias estéticas à parte, parece ter potencial de engajamento dramático bem acima da média.

O projeto original surgiu, na verdade, com o roteirista Simon Beaufoy (“Ou Tudo ou Nada”). O dramaturgo buscou inspiração numa romance popular na Índia, sobre um jovem favelado que ganha 20 milhões de euros num programa de perguntas e respostas na TV, similar ao nosso “O Show do Milhão”. Beaufoy fez três visitas às metrópoles indianas, passeou pelas favelas e tentou capturar um pouco da cultura de vida de quem habita esses lixões subumanos. Através de duas produtoras que estavam por trás do projeto, o roteiro chegou às mãos de Boyle, que o transformou em filme. O britânico teve a ajuda do dramaturgo indiano Loveleen Tandan, contratado inicialmente para ajudar na preparação do elenco semi-amador, mas cujo envolvimento com as filmagens cresceu a ponto de ele receber crédito de co-diretor no projeto.

Leitores atentos certamente já terão, nesse ponto, feito um paralelo entre“Quem Quer Ser um Milionário?” e o muito brasileiro “Cidade de Deus” (2002), já que o trabalho exercido por Kátia Lund no filme nacional foi exatamente o mesmo, bem como o crédito recebido por ela. De fato, as semelhanças entre os dois trabalhos vão muito além dessas coincidências no método de trabalho em pré-produção. O rebuscamento estético, a energia do trabalho de câmera (há uma cena de perseguição dentro de uma favela quase idêntica à famosa abertura com a galinha do longa de Fernando Meirelles), a música pop, a narrativa fragmentada e a mistura de denúncia social (menos) com senso de entretenimento (mais) são elementos que fazem de “Quem Quer Ser um Milionário?” um digno sucessor espiritual do maior sucesso internacional originário do Brasil desde o Cinema Novo.

Uma análise cuidadosa perceberá que, soterrado sob muitas camadas de malabarismo técnico, estético e narrativo, está uma clássica história de amor, mais velha do que o mar, o que não é nenhum demérito. A estrutura narrativa do roteiro camufla o tema universal dividindo a ação dramática em três tempos distintos, todos girando em torno de Jamal (Dev Patel), jovem indiano que está a uma pergunta de faturar a bolada milionária no mais popular show de TV da Índia. Só que ele, pouco letrado, obtém sucesso onde nem mesmo professores universitários conseguiram, o que deixa o apresentador do programa (Anil Kapoor) desconfiado. A abertura do filme, portanto, trata de organizar a estrutura temporal do enredo de forma que ela seja facilmente compreendida pela platéia.

Temos o presente (o interrogatório de Jamal na delegacia de polícia), o passado imediato (o espetáculo de TV, ocorrido poucas horas antes) e o passado remoto (longos flashbacks que, a pretexto de mostrar como Jamal sabia as respostas de cada pergunta feita no programa, relembram toda a trajetória dele, de órfão criado na favela à base de malandragem a office-boy de uma empresa de telemarketing). O roteiro de Beaufoy entrelaça os três tempos da narrativa com habilidade, fazendo-os convergir para um final emocionalmente imbatível, que engaja a platéia diretamente dentro do drama de Jamal. “Quem Quer Ser um Milionário?” é, provavelmente, o filme mais empático da safra 2008.

Do ponto de vista estético, a característica mais interessante – e também controversa – é a fotografia multicolorida e elegante de Anthony Dod Mantle. Usando câmeras digitais em alta definição para poder filmar dentro das verdadeiras favelas indianas, Mantle e Boyle conjugam esforços para mostrar a periferia de Bombaim, um lugar incrivelmente sujo e pobre, como um cenário de beleza estonteante. O belo e o grotesco convivem dentro de cada tomada, e quase nunca em harmonia – desse conflito visual emerge grande parte da força do filme. Não são muitos os diretores capazes de mostrar um mergulho literal em uma fossa cheia de merda de maneira plasticamente bonita, mas Danny Boyle consegue o feito. Os planos gerais das favelas criam contrastes visuais exóticos e quase inacreditáveis, com a tomada das mulheres lavando roupas multicoloridas ao lado de um rio podre de tão poluído. Alguns planos, mostrando casebres e palafitas construídos ao lado de enormes pilhas de lixo, parecem ter sido retiradas da Terra futurista de “Wall-e”. Incrível.

Boyle evita mostrar toda essa realidade miserável de maneira documental, como reza a cartilha do cinema independente feito neste início do século XX (“Gomorra”, “O Banheiro do Papa”). A estética é intencionalmente estilizada, de cores vibrantes, como um caleidoscópio incandescente. A música pop, como nos demais filmes de Danny Boyle, exerce importante papel narrativo: batidas eletrônicas executadas em volume altíssimo servem de trilha sonora para uma montagem hiper-acelerada, que nunca hesita em manipular a edição de som e imagem a fim de realçar as sensações do protagonista (não são poucos os momentos em que o som ambiente é diminuído, ou mesmo completamente retirado, para que a música possa comunicar emoções). Há, ainda, o uso festeiro e inventivo de legendas coloridas que ocupam toda a tela do cinema, como sinais gráficos, nos 30% de diálogos que são travados em hindu, a língua original da Índia. O efeito é curioso.

Por fim, é preciso chamar a atenção para a utilização correta do elenco semi-desconhecido. Sabendo que só com rostos desconhecidos a história teria a credibilidade necessária para engajar o público emocionalmente, Boyle testou centenas de jovens (atores ou não) indianos, e acertou na mosca em cada caso. Dev Patel (Jamal), ator de terceira categoria na Inglaterra, exibe um olhar autoconfiante sem ser desafiador, completamente adequado ao personagem. Freida Pinto (Latika) tem o rosto belo e sofrido de uma moça abençoada e ao mesmo tempo amaldiçoada pela beleza, num lugar em que o grotesco sempre esteve no comando. E Anil Kapoor, astro de filmes de Bollywood, está em seu território – uma celebridade local interpretando outra celebridade local. Quando “Quem Quer Ser um Milionário?” termina, e os atores iniciam a coreografia de um número de dança meio desajeitado, à moda do cinema indiano popular, sobram muitas dúvidas e uma certeza. Podem-se questionar as razões sócio-culturais cada uma das escolhas estéticas e narrativas feitas pela equipe criativa, mas não dá para deixar de admitir que o filme envolve e emociona.

O DVD de locação da Europa Filmes é simples, faz a maior bagunça no enquadramento original (está no formato 1.77:1 letterbox, quando o correto seria 2.35:1 anamórfico), mas pelo menos traz áudio em seis canais (Dolby Digital 5.1) no idioma original. Nada de extras. A versão para colecionador, dupla, mantém o erro de enquadramento e acrescenta um segundo disco, contendo cenas cortadas e um documentário da produção.

– Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Reino Unido/EUA, 2008)
Direção: Danny Boyle e Loveleen Tandan
Elenco: Dev Patel, Freida Pinto, Anil Kapoor, Irrfan Khan
Duração: 120 minutos

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34 comentários em “Quem Quer Ser um Milionário?

  1. Assisti ao filme e gostei bastante.

    Ele tem previsão de estréia no Brasil? Não vi ninguém falando sobre isso.

    E outra, vale dizer, foi o filme que mais ganhou prêmios este ano no Globo de Ouro 🙂
    Levou 4, incluindo melhor filme. Sensacional.

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  2. Muita espectativa para ver esse filme! Parece ser uma excelente obra, com ótimas elaborações de cena. Mas descordo de você Rodrigo, creio que esse filme seja o grande campeão da noite, não porque eu ache que ela seja o melhor filme (afinal de contas eu ainda não o assisti), mas porque vem sendo o queridinho nas premiações. E o “CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON”, pode não ser o campeão por sua má interpretação por parte de alguns membros da academia que podem achá-lo muito parecido e talvez até uma “cópia” de ”FORREST GUMP”, o que certamente é uma conclusão preciptada. Infelizmente acho que “O CURIOSO CASO…” será o filme que morrerá na práia, uma pena! ainda mais se tratando de um excelete filme, como ele é.

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  3. Concordo totalmente com Pedro. Ainda não vi Slumdog, mas tenho acompanhado a trajetória do filme desde quando foi exibido no festival de Toronto e realmente parece que conquista todo mundo. Já o “curioso caso…” é realmente muito parecido com o forest gump mas brad pitt não chega aos pés de tom hanks. cara engessada totalmente. E o filme é longo demais. Foi muito lobby mesmo para o brad pitt ganhar uma indicação. O mais engraçado é que ele interpreta melhor com a maquiagem pesada, quando ele é velho, do que quando é homem e jovem.

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  4. Pedro, eu vi o filme ontem e vou te dizer: acho que Slumdog deveria ganhar o prêmio não por ser apenas o “queridinho das premiações”. O filme é muito bom, arriscaria dizer que superior ao “Curioso Caso…” e, sendo assim, é merecedor do prêmio (apesar de que ainda não vi os outros 3, mas o que se comenta é que a disputa vai ficar entre estes 2). Vendo os dois, eu tive a mesma sensação do ano passado, em relação a “Onde os Fracos não Têm Vez” e “Sangue Negro”. “Sangue” é superior, mas quem ficou com a estatueta é “Onde…”, assim como neste ano deve ser o “Curioso Caso…”, isto por conta das 13 indicações recebidas e pelo histórico da Academia de sempre escolher um filme para levar todos os prêmios (Titanic -98 e Senhor dos Anéis – 2004). No mais, concordo com a Beth Ferreira que Brad Pitt interpretou muito melhor quando estava velho e com maquiagem, mas acho que isso se deve ao fato da imensa dificuldade de sua missão: um ator de 40 e-lá-vai-pedrada interpretar uma criança de 6 – 8 anos em um corpo de um velho de 80 anos. E acho que ele se saiu muito bem nessa missão, então a indicação é por demais merecida.
    Rodrigo, descobri ontem seu blog e já viciei. Comecei a ler as críticas e não parei mais de buscar filmes que tinha gostado para ver sua opinião. Quando dei por conta, estava lendo até a crítica do já antigo, porém excelente “Brilho Eterno…”. Parabéns pelo blog, ganhaste mais um leitor assíduo.
    Abraço

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  5. Slumdog millionaire deve ser o vencedor. De fato e o meu favorito .Nao acredito que ” o caso de Benjamin..” ganhara e o unico que na minha opiniao poderia tirar Slumdog seria Milk que por sinal e muito bom tambem. Mickey Rourke (O lutador) Kate winslet(O leitor) Viola Davis(duvida) Heath Ledger(Batman) sao os meus favoritos pra ganharem o premio em suas respectivas categorias

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  6. Torci pelo filme. A “homenagem” a boliúde é genial. Mas tem uns trechos piegas e desnecessários, como aquele flashback no final, que tiram parte do brilho. Quatro estrelas.

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  7. Olá Rodrigo, tudo bem? Gosto muito de O estranho caso.. mas devo reconhecer que o filme de Boyle é original e muito criativo. Concordo que tenha algumas semelhanças com Cidade de Deus, principalmente em sua parte inicial ( a cena que você apontou é mesmo muito parecido com a cena da perseguição da galinha). Acho que é o tipo de filme que conquista o espectador aos poucos, e no fim acabamos torcendo para que tudo dê certo para o protagonista, Jamal ( muito bem interpretado pelo ator indiano Dav Patel). No meu ponto de vista, uma das grandes sacadas do roteiro ( que acho que merece o Oscar, pois este é muito bem amarrado) é fazer a ligação entre as perguntas do programa e os fatos da vida do protagonista. Misturando a clássica história de amor, que é muito bem contada com drama social e um final à lá Bolywood ( o que torna o resultado final ainda mais interessante), o filme consegue despertar emoção no espectador, um feito raro nos dias de hoje, e por isso acho que mereceria mais uma estrela. Se não é melhor que Transporting, chega perto, e demonstra acima de tudo que Boyle é um ótimo diretor e tudo ele precisa é de um bom roteiro como o deste filme, que ainda vai dar muito o que falar.

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  8. E nao é que o filme arrecadou 8 dos 10 oscares para os quais estava nomeado, incluindo o de melhor filme? 😛 merecidíssimo. a denúncia social bem integrada na mensagem de esperança e de romantismo que se pretendeu transmitir. gostei de ver o estranho caso mas para mim, slumdog foi superior. Saudações de Portugal 🙂

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  9. Rodrigo,
    Já há uns três anos que a Acadêmia está dividindo as categorias de som como Mixagem de som e edição de som.
    Lembro que antes era Som e efeitos sonoros. O que cada uma dessas novas categorias de som atuais representam as antigas?

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  10. Essa pergunta rende um post inteiro no blog, Pedro. Todo mundo se confunde nisso. O sound designer Randy Thom (dois Oscar no currículo) tem uma analogia interessante que pode ajudar a entender. O sound designer (ou desenhista de som) é o correspondente sonoro, no organograma do filme, ao production designer (ou desenhista de produção). O sound mixer corresponde ao diretor de fotografia.

    Em outras palavras, os concorrentes em edição de som são os caras que criam os sons que ouvimos no filme. Quem concorre em mixagem de som cuida das relações perceptivas (volume, timbre, intensidade, etc.) entre eles.

    Edição de som, então, é a antiga Efeitos Sonoros. Mixagem de som seria a velha Som.

    Espero que tenha dado pra entender.

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  11. Rodrigo, eu adorei o texto, mas confesso que não consigo enxergar o paralelo que muitos fazem entre “Quem Quer Ser um Milionário?” e “Cidade de Deus”. Para mim, o filme do Danny Boyle é dominado por otimismo e esperança, que conta uma história que causa uma empatia enorme na gente e que, ao contrário do que se pode pensar, mostra que o dinheiro não traz felicidade. O amor é a chave de tudo!

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  12. O paralelo é estético, Kamila. Acho tão evidente que um monte de gente percebeu ao mesmo tempo. De qualquer forma, preciso dizer que a cada dia que passa o filme piora na minha cabeça., portanto prefiro me abster de novos comentários… preciso deixar a poeira baixar pra rever sem preconceitos.

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  13. O que dizer? É mais um desses filmes bobos, que não sabe o que dizer ou onde chegar. Pirotecnia a serviço da estética da violência, 100 % holywoodiana, e nada com Bolywood. Bolywood aqui, assim como toda a ínida, é apenas uma idéia pitoresca, massacrada pelo puritanismo à inglesa do “bom caráter” que segue reto à despeito da podridão que o envolve, algo bem romance capa-espada num certo sentido, apropriada a idéia dos protagonistas aqui que se diziam “3 Mosqueteiros” na infância. O filme diz muito pouco por debaixo e após sua vertigem de videoclipe com cinedramalhão (daqueles mesmo que acaba com um derradeiro beijo, apoteótico e filarmônico, entre closeups e falas extravagantes de destino). Em resumo, é de constranger, sob todos os pontos de vista. Filme mais velho não tem. Ganhou 8 Oscars e assim a gente entende bem como a coisa funciona. Tornar tudo espetáculo, inclusive e sobretudo o que se pinta como bárbaro e torturador como a (muito acima disso tudo) Índia é um bom caminho rumo às loas dos brancos homens de preto de L.A

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  14. Gostei do filme. O estilo romântico entretém e cativa os corações há muitos séculos. Estórias com muito sofrimento onde no final o lindo casal jovem vence os obstáculos e eles são felizes para sempre. Só não gostei dos flashbacks no final, pois foi um excesso de pieguice.

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  15. Apenas uma correção Rodrigo. Você afirma na sua crítica que o Jamal é analfabeto, só que isso não é verdade. Ele fala claramente para o apresentador do programa de TV, em dado momento, “I can read”.
    Ademais, em outra cena, ele utiliza o computador para descobrir o tel. do irmão.
    Logo, o cara não é analfabeto, e isso é importante, pois existe uma distância muito grande entre um analfabeto e um cara que consegue utilizar computadores.

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  16. Rodrigo,
    Na minha opinião nenhum dos filmes que concorreram ao Oscar, realmente empolgou. Apesar de todos eles serem filmes muito bons.
    Na sua opinião qual deles deveria ter levado o Oscar de Melhor Filme?
    Você não deu 5 estrelas a nenhum dos concorrentes.
    Obrigada.

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  17. oi Rodrigo,
    Vi o filme ontem. Rapaz, esse eh o filme do ano. De longe. Justica foi feita na premiacao. Nao tem como concorrer contra a pura arte. Esse filme eh tudo. Eh um estudo sobre o animal humano, analise socio-economica, analise historica e contenporanea do universo que eh a India de hoje. Em todos os aspectos, religioso, artistico, cultural… Em ritmo de reality show ele vai direto na raiz do pobreza moderna das grandes cidades. Entretanto, mais do que isso, ele tenta mostrar que tipo de seres humanos sao gerados nas periferias das ugrandes cidades do mundo e qual o processo que isso muitas vezes envolve. Impressionante mesmo foi como Boyle conseguio mostrar tudo isso. A musica eh perfeita, as tomadas sao perfeitas, tudo se encaixa como uma grande obra prima para ficar para sempre na memoria e na historia. Eh um filme fantastico. Extraordinario.

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  18. Para mim esse foi o melhor filme da temporada, sem dúvida! É um filme que prende o telespectador, faz ele vibrar e sofrer junto a Jamal. Valeu com certeza os prêmios que ganhou, e fez variar um pouco os romances americanos, sempre no mesmo estilo, mesmos atores. Não menosprezando o cinema americano (do qual sou fã), nada disso, somente destaco que é importante a divulgação da cultura, costumes, saber do povo de uma realidade diferente (e ao mesmo tempo igual (?) (“Cidade de Deus”)) à nossa. Fico com 4 estrelas e meia para Slumdog!

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  19. É uma tremenda gozação “Quem quer ser milionário um milionário?” ter ganho a estatueta de melhor filme. A certa altura do filme pensei que estivesse vendo um daqueles dramalhões mexicanos. É claro que tem alguns méritos, mas não achei um bom filme. Além do que a história do garoto que acerta tudo por meras coincidências de fatos em sua vida é totalmente irreal, balela. E pra coroar, ao final, tem aquele final feliz, com direito a uma coreografia sem cabimento algum, breguice. É uma espécie de união infeliz entre Hollywood e Bollywood, já antecipando o que deve vir por aí. E para celebrar esta união, nada melhor do que enchê-lo de prêmios.

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  20. “O britânico teve a ajuda do dramaturgo indiano Loveleen Tandan, contratado inicialmente para ajudar na preparação do elenco semi-amador, mas cujo envolvimento com as filmagens cresceu a ponto de ele receber crédito de co-diretor no projeto.”

    Na verdade, Loveleen Tandan é mulher e não é dramaturga. Apenas a diretora de casting do filme.

    Ah, e muita boa a crítica. Parece que você foi o único a entender a proposta do filme, que não é de denúncia social nem de exploração da pobreza. Ótimo filme. Mereceu o Oscar.

    Abraço!

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  21. Eu fico me perguntando, como este filme ganhou oito estatuetas? Não vi nada de espetacular,um filme sem nenhuma novidade.
    Comprei o dvd por indicação de amigos que assistiram, e alguns até choraram. Meu Deus! preciso assistir novamente Casablanca, Cantando na Chuva, O Poderoso Chefão etc.etc.

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