Artigo

Um pequeno trecho dos apontamentos que servirão de base para a versão final da tese acaba de ser publicado, como artigo, pela Revista Ícone, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE.

O artigo pode ser lido na íntegra, em versão PDF, clicando-se aqui.

Àqueles leitores que não estão acostumados com leituras acadêmicas, um aviso: o formato do artigo, entremeado de citações bibliográficas, pode causar certo estranhamento. A linguagem, no entanto, não está empolada e cheia de conceitos incompreensíveis para leigos, como é hábito nesse tipo de texto. Na medida do possível, eu me esforço bastante para que o formato final seja perfeitamente legível por qualquer pessoa.

18 comentários em “Artigo

  1. Puxa!! fiquei muito contente com esse post!! tava super curiosa pra ler a sua tese e ficava pensando se vc um dia ia disponibilizar.. vou ler tudinho. Quando tiver pronta, publica pra gente tb.. =D
    abração

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  2. Olá, Rodrigo. Gostei muito do seu texto e declaro-me pessoalmente um fã do Sérgio Leone. Um filme dele é imediatamente reconhecível para mim e como não sou crítico de cinema, nem teórico, não sei precisar a razão. Mas nunca vi um western como Era uma Vez no Oeste, com aqueles silêncios inquietantes e closes nos rostos durantes tão longos minutos. É quase uma anti-ação, o contrário do que caracteriza a maioria dos westerns. Adoro, cara. Mas o filme do Leone que eu mais amo é Era uma Vez na América. Talvez porque eu o tenha visto na adolescência e tenha ficado impresisonado coma grandiosidade de tudo, da história, dos cenários, dos personagens, da música. Vc não acha que nesse filme ele liquidifica os paradigmas dos filmes de gângsters e faz algo totalmente novo? Abraços e parabéns pelo texto. Licínio

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  3. Obrigado pela leitura, Licínio. Você mesmo respondeu sua questão (os silêncios inquietantes, os closes) sobre a assinatura de Leone. De minha parte, prefiro “Três Homens em Conflito”. E adoro “Era uma Vez na América”, mas não conheço filmes de gângster o suficiente para fazer uma afirmação tão ousada. De fato, apesar de amar esse filme, eu prefiro “O Poderoso Chefão”.

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  4. Ah, antes de ler só um detalhe. Sempre achei o Leone bom mas não um gênio mas como havia visto poucos filmes dele fiquei quieto (embora já amava o Era Uma Vez na America). Essa semana vi o Era uma no Oeste e virei fã dos faroestes dele, demais, que filme, que trilha simplíssima mas eficiente na mesma medida e que não sai da cabeça, atuações ótimas, etc….muito bom mesmo.

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  5. Robson, eu sempre achei o Leone bem acima da média. E embarquei na tese com certo risco, pois poderia facilmente verificar que ele era apenas um bom diretor, e nem de longe importante para o desenvolvimento da linguagem contemporânea de cinema. No entanto, depois da fase inicial da pesquisa, tenho bastante certeza do que estou defendendo. De fato, isso é uma tese: você tem que lançar uma hipótese nova e comprová-la com o uso da teoria do cinema.

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  6. Ainda não li rsrsrsrs (fim de semana eu leio) mas só uma perguntinha? É verdade que o george Lucas usou a música de Era Uma vez no oeste pro John Williams compor o tema do Império galáctico???

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  7. Rodrigo, se tenho alguma lacuna cinematográfica como cinéfila é o fato de não ser muito familiarizada com o gênero western – apesar de ter iniciado minha vida como leitora com revistinhas desse tipo, que eram amadas pelo meu pai. Como não conheço muito desse tipo de filme, seus diretores e obras, teu artigo me proporcionou uma rica experiência, no sentido de conhecimento adquirido, além, é claro, de ter a perspectiva de alguém que coloca a crítica num papel diferente, reconhecendo certos conceitos difundidos por eles mesmos – e isso é raro de acontecer.

    Parabéns pelo artigo!!! Deu vontade de entrar em contato com os westerns spaghetti, em particular com a obra de Sergio Leone.

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  8. Kamila eu também não era muito conhecedor até um tempo desses. Comecei a ver western com o ótimo Tombstone – A justiça está chegando onde o Val Kilmer dá show (amo esse filme). Depois vi os Imperdoáveis (ou seja, já comecei com a desconstrução do gênero rsrsrsrsr) mas os clássicos só do ano passado pra cá que comecei e estou adorando, esse fim de semana vou ver Meu ódio será sua herança.

    Ah, Rodrigo se até o Leone foi no set do Star Wars com certeza é verdade que o Lucas pediu pro John Willams criar a trilha em cima do tema do Cheyenne….

    E finalmente voltei a escrever no meu blog, quem quiser visitar: http://blogquadrosemmovimento.blogspot.com/

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  9. Obrigado pelo elogio, Kamila. De fato, nunca é tarde para amar o western. Eu também comecei como fã de quadrinhos (ainda coleciono Tex, que também é italiano), e mergulhei de vez no gênero este ano, já que devo ter assistido uns 80 filmes , entre italianos e norte-americanos. Tem muita coisa boa em locadoras. Eu entendo seu afastamento, ainda mais sendo mulher, pois esses filmes são meio misóginos mesmo. Mas vale a pena conhecer o trabalho de Leone. Quem gosta de Tarantino precisa saber de onde ele tira todas aquelas idéias. 🙂

    Robson, Leone diz numa entrevista que eu tenho aqui que George Lucas o procurou para discutir o casamento da música com as imagens. O truque de Leone era simples, mas trabalhoso: ele mandava Morricone fazer as músicas antes de filmar. Então já sabia quantos segundos tinha que durar cada tomada para obter uma sincronia perfeita.

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  10. Rodrigo, só não li com camla as 4 últimas páginas pois tive que parar mas depois volto. Mas até o que já vamos lá:

    -Não sei se vc sabe mas sou mestre em Memória Social e pesquisador de histórias em quadrinhos. Trabalho principalmente com o conceito de gêneros discursivos tendo como base Mihail Bakhtin cuja teoria de gêneros acho fantástica. Curiosidade: vc enfatiza em sua tese esse conceito de gênero? Se sim, quais autores vc utilizará para isso? Foi num Fórum em Lisboa mês passado e tem um pessoal lá também trabalhando com gêneros em trabalhos interessantes e aqui no Brasil também, se vc for se aprofundar na noção de gêneros podemos trocar umas idéias.

    -Achei bem interessante os argumentos contra o Western Spaguetti (escrevi certo?). É um mais do mesmo incrível. Esse povo não nota me primeiro lugar algo básico?: o cinema é fruto da indútria cultural que é, em essência, extremamente contraditória em sua relaçaõ arte/mercado. Ou vai me dizer que os cineastas “puramente artísticos” – seja lá o que isso exatamente signifique – fazem seus filmes de graça, sem custo nenhum? Lógico, existe um “O Sétimo Selo” e um “American Pie” mas não bem essa a questão aqui…..(não se fui claro claro no que estou querendo dizer). Tenho uma teoria sobre os filmes de HQs (novo gênero?) que posso até desenvolver futuramente mas que nem eu sei ainda bem o que é srsrsrsrrs

    -Estou sem tempo de continuar escrevendo mas vou voltar com mais observações…de qualquer forma vai uma “propaganda” de um artigo meu sobre HQs, se quiser ler? Nele falo um pouco de gêneros.
    http://www.dgz.org.br/abr09/Art_01.htm

    -E por último parabéns, se vc vier em algum simpósio, congresso, etc. aqui no RJ me avise. E repito vou ler de novo e voltar com outras questões e algumas perguntas rsrsrsr

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  11. Robson, obrigado pelas dicas. Conheço os escritos de Bakhtin e uso em alguns trecho, mas não especificamente sobre gêneros (mais a teoria do grotesco). Na questão dos gêneros eu trabalho mais com autores oriundos da teoria do cinema – de todas as épocas – e os estruturalistas e pós-estruturalistas da década de 1970 (inclua no rodo Buscombe, Adorno e Horkheimer, Shusterman, Tudor e, em doses menores, André Bazin, David Bordwell, Roland Barthes e Michel Foucault). Todos eles trabalhavam não apenas com gênero, mas no cruzamento com a questão da autoria. Bakhtin entra via indireta por causa da aplicação no cinema da teoria da intertextualidade, o que foi feito por Robert Stam. É por aí. Vou ler depois seu artigo. No momento não tenho nada programado no RJ, mas com certa aviso se aparecer. abraços.

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  12. Tanto a falar sobre tudo isso, rapaz, mas vamos falando, falando… Olha, vou rever o Poderoso chefão, com bastante atenção e Era uma vez na América, pra tentar descobrir se há alguma chance de O poderoso Chefão ser melhor mesmo. O de Leone me decepcionou em alguns aspectos, mas ainda o acho muito mais criativo, embora o de Coppola pareça ser uma narrativa mais íntegra. Ah… estamos acompanhando sua publicação, torcendo pra que vire livro, que faça sucesso, etc. Capriche.

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