Transformers 2: A Vingança dos Derrotados

[rating: 1.5]

De vez em quando, uma mega-produção hollywoodiana atinge os cinemas como um meteoro gigante, apenas para nos lembrar do quão esmagadora, agressiva e influente a máquina de marketing dos grandes estúdios consegue ser. “Transformers 2: A Vingança dos Derrotados” (Transformers 2: Revenge of the Fallen, EUA, 2009), segunda parte da franquia capitaneada por Michael Bay, nos lembra disso mais uma vez. Afinal, o grau de expectativa do público atingiu níveis descomunais, e isso nada tinha a ver com a qualidade do filme em si. O que tudo mundo queria ver mesmo era a atriz Megan Fox (eleita pelas revistas de fofoca “a mulher mais bonita do mundo” em 2009). E um pouquinho mais das peripécias do garoto Shia LaBeouf, alçado à categoria de astro promissor após participação em filmes de sucesso, e dos efeitos especiais capazes de transformar carcaças de metal em algo visualmente compreensível.

Pois bem: talvez nem mesmo os fãs mais radicais da franquia fiquem inteiramente satisfeitos com “Transformers: A Vingança dos Derrotados” Durante nada parcos 156 minutos, o espectador será brindado com uma overdose de rangidos, explosões de deixar surdo com coceira na orelha, lutas entre robôs gigantes que são impossíveis de compreender e, sim, imagens machistas. Trata-se de um puro exemplar do cinema de Michael Bay, o diretor que os críticos adoram odiar (com razão): uma aventura de ego inflado, bombástica e vazia, que emoldura raras cenas de uma linda atriz filmada como pôster de borracharia (em versão literal) com intermináveis seqüências de lataria sendo esmagada, tudo adornado com uma trilha sonora bate-lata executada em volume ensurdecedor, para garantir que ninguém durma (ou mesmo raciocine) durante a exibição.

O tamanho da expectativa – a produção ganhou capas e mais capas de publicações importantes no primeiro trimestre de 2009 – talvez seja a maior justificativa para a inacreditável duração do filme. Aventuras juvenis, como sabemos, normalmente não ultrapassam as duas horas de correria, inclusive para que os cinemas possam fazer mais exibições diárias, e as bilheterias aumentem ainda mais. Organizando seu filme como uma série interminável de seqüências extravagantes e barulhentas de ação digital, mescladas a interlúdios engraçadinhos e dois ou três momentos pseudo-românticos constrangedores, Michael Bay conseguiu transformar aquilo que deveria ser diversão descerebrada para adolescentes masculinos numa espécie de compêndio de estereótipos juvenis burros.

Não vale a pena perder muito espaço aqui para descrever o enredo, já que ele não passa de pretexto para a construção de espetaculares transformações de automóveis 0 Km em monstrengos de metal que lembram vagamente a forma de robôs. Basicamente, Bay e seus roteiristas bolaram uma trama que consiste mais ou menos em uma variação pouco disfarçada do primeiro filme: os namorados Sam (LaBeouf) e Mikaela (Fox) precisam ajudar os robôs alienígenas do bem, chamados Autobots, a encontrar uma máquina poderosa, escondida há milênios no planeta, antes que a raça de robôs do mal (os Decepticons), agora liderados por um ser hiper-poderoso que vive em outro planeta, o faça.

Num filme assim, em que boa parte dos personagens importantes são robôs disfarçados de carros, é de se imaginar que os efeitos digitais e o desenho de som sejam elementos de destaque. Pois não são. Embora sejam visíveis os milhões de dólares gastos na concepção e nas transformações dos robôs, em inúmeras cenas que se passam à luz do dia, a encenação de Michael Bay é pobre e sem inspiração. Não são poucas as tomadas, por exemplo, em que a câmera gira em torno de montes de metal cujas formas são indistinguíveis, de forma que o espectador pouco consegue compreender o que está acontecendo – não dá para saber onde a qual robô pertence aquela lâmpada que eles chamam de olho, por exemplo. Além disso, a platéia muitas vezes perde de vista a escala gigantesca dos robôs, simplesmente porque a composição é mal planejada. A câmera está sempre girando em torno deles e quase nunca enquadra seres humanos, objetos ou construções que possam dar volume ou perspectiva às lutas frenéticas que vemos na tela.

Quanto ao desenho de som, basta comparar “Transformers: A Vingança dos Derrotados” com o muito superior “Wall-E” (2008). O filme da Pixar também era povoado por robôs, mas os efeitos sonoros caprichados garantiam que cada um deles tivesse uma personalidade discernível e uma jornada emocional completa pela frente. No longa de Michael Bay, os sons emitidos pelos robôs cabem invariavelmente em duas categorias: vozes masculinas guturais para os monstrengos de lata, e vozes metálica finas e zombeteiras para os robôs menores, que quase sempre têm o papel narrativo de alívio cômico (ou seja, estão ali apenas para fazer a platéia rir de vez em quando), vivendo de trapalhadas sem graça. Tedioso é pouco.

Outro ponto profundamente discutível é o tratamento que Bay dá ao princípio chamado “suspensão da descrença”. Segundo esse princípio, qualquer cineasta precisa trabalhar bastante os elementos que ferem as leis da Física, para que a platéia possa acreditar que os atos impossíveis executados pelos personagens sejam possíveis, naquele universo ficcional. Pois em “A Vingança dos Derrotados” os robôs levam segundos para cruzar o Sistema Solar e o teletransporte de humanos, embora seja uma impossibilidade científica, é encarado com naturalidade pelos personagens, que passam de Washington para o Egito num instante e acham isso a coisa mais normal do mundo. E esses são apenas dois exemplos entre muitos.

Por fim, merece uma observação espacial a vulgaridade com que Michael Bay abraça clichês e estereótipos da representação de grupos sociais no cinema. Adolescentes – que formam o público-alvo da produção – são mostrados como seres exibicionistas, ignorantes e insensíveis (atenção para a longa seqüência em que Sam Witwicki chega à universidade). Garotas são filmadas como máquinas vulgares de fazer sexo, de forma que Michael Bay consegue a proeza de estragar a beleza real de Megan Fox,filmando-a de maneira vulgar: a câmera a fetichiza literalmente como uma pin-up de borracharia (cuja cabelo e maquiagem nunca saem do lugar, mesmo sob o sol a pino do deserto egípcio), e parece estar prestes a começar a lambê-la a qualquer momento, embora o próprio namorado da moça tenha uma atitude incompreensivelmente blasé em relação às insinuações sexuais contidas no roteiro.

O DVD da Paramount, simples, traz o filme com enquadramento correto (widescreen anamórfico) e áudio OK (Dolby Digital 5.1).

– Transformers: A Vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen, EUA, 2009)
Direção: Michael Bay
Elenco: Shia LaBeouf, Megan Fox, John Turturro, Ramon Rodriguez
Duração: 156 minutos

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38 comentários em “Transformers 2: A Vingança dos Derrotados

  1. Ótimo comentário. Um bom resumo do que é essa idiotice. Acho qté que os alívios cômicos funcionam, afinal é um filme de ação para não se levar a sério. Mas é muito longo, cansativo. É aquela velha máxima, quando tudo é muito grande, alto, nada é grande e alto. O filme é Michael Bay ao extremo, nauseante (e olha que achei o primeiro filme uma boa diversão, vindo de Michael Bay, é um bom elogio), mas este segundo é over em tudo. O homem não vai bem em sequências, basta lembrar de Bad Boys II (mesmos erros). E neste Transformers II, dá pra contar os erros de continuidade, 2 exemplos: os pais levam o filho pra faculdade num caro, e chegam lá noutro (!?), entram 5 robos na agua para resgatar um decepticom, um submarino avista 5 objetos em alta velocidade no fundo do mar, mas la em baixo, eles são obrigados a desmontar um para substituir peças para o decepticom a ser resgatado. Depois, noutra cena, o submarino avisa agora que avistou 6 objetos no fudo do mar em alta velocidade (ué, não desmontaram um?). Sem falar nas sequências intermináveis de luta. Pelo amor de Deus sr. Bay, muitas vezes, menos é mais!
    Ricardo

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  2. A primeira cena de Megan Fox é um show de vulgaridade…

    O problema de “Transformers 2: A Vingança dos Derrotados” é que o filme se excede demais em seu tempo de duração. Michael Bay suga tudo de um roteiro que é cheio de falhas… O filme acaba não sendo aquilo que se esperava dele.

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  3. Pessoal esse tipo de filme esta na cara que é pura ficção, então acho muito interessante a critica louca em cima dele, o filme é Showwww de bola, você já deve ir para o cinema sabendo que é tudo inrreal então se não gosta não vá
    concordo com o Cascão acima

    Esse é um genero de filme diferente onde o impossivel é possivel se não gostem nem vão ao cinema.

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  4. Não vi o primeiro e talvz não veja esse. E não é preconceito, pelo contrário, gosto de filmes que são pura diversão. Mas semre achei que um filme pode ser divertido e inteligente ao mesmo tempo (veja X-Men 1 e 2, Batman Begins e Batman CT e até Homem de Ferro e Hulk que nem são tão bons mas são bom passatempo com alguma crítica social embutida no roteiro, isso sem falar nos clássicos como Caçadores da Arca Perdida melhor mescla de diversão com iteligência que já vi). E por isso hoje não aceito que filme divertido deva esquecer a inteligência e pela crítia é isso que acontece. Mas um dia verei pois nem sempre concordo com as críticas (graças a Deus, senão eu ia achar que ñ tinha senso crítico próprio).
    Quer ver mesmo o novo Scorsese que parece pelo trailer qu vai unir tanto inteligência como diversão em um bom suspense.

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  5. “que deveria ser diversão descerebrada para adolescentes masculinos”. Além disso, fico tentanto imaginar onde eu me enquadro nesta declaração! rsrsrs
    Além do que, o redator escreve que Michael Bay cria “estereótipos” que deturpam a juventude. Que feio para uma pessoa com sua titulação!

    Bom, vamos ao que interessa! Tentar criar um paralelo com robôs de “Wall-E” foi o ponto alto de sua crítica! Legítimo de quem não entende nada de Criação Gráfica. Comparar os gráficos de “Wall-E”, onde vemos poucas cenas que procuram recriar o mundo real, com os gráficos altamente reais dos robôs de Transformers, foi fantástico! Para quem se deixa levar pela imaginação de Transformers, você até que usa a sua muito bem.

    Crítica vulgar, parcial, legítimo besteirol, sem somar em nada. O redator tem o “estereótipo” já conhecido de todo o crítico de tablóides sensacionalistas e blogs que surgem todos os dias aos montes tentando multiplicar visitas: detonando/desgraçando com o trabalho dos outros alavanco o meu!

    Rebeldes sem causa, até quando criticarão ao invés de colocar a mão na massa?

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  6. Saudades da época em que blockbusters eram dirigidos por James Cameron e Steven Spielberg. Pq Michael Bay e McG são duros de engolir!

    PS – Fábia, rapaz, o Michael Bay não precisa que ninguém detone o trabalho dele, ele já faz isso sozinho. Ele é só o pior cineasta da história! Ed Wood perto dele é genial!

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  7. Parabéns pela crítica!

    O que mais me irritou no filme é que ele é extremamente previsível. Com cerca de 100 minutos de duração, já conseguimos matar todo o enredo, o que gera uma preguiça danada.

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  8. bom, depois de ver esse filme só tem uma coisa que eu possa dizer:
    EU JURO QUE NUNCA MAIS VEJO UM FILME DO MICHAEL ENQUANTO ESTIVER VIVO!!!
    É o pior filme que eu vi no cinema esse ano. Eu não entendo, ele tem milhões de dólares disponíveis pra fazer um filme e faz isso!!! Parece q ele escreveu todas as ideias q queria ter no filme e colocou tudo lá ao mesmo tempo….

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  9. Os caras que estão falando que o filme é ótimo e tal e quem reclama não gosta de ficção, não sabem p.n. de Transformers… Converteram o personagem altruísta e ponderado do Optimus Prime num assasino a sangue frio dos mais truculentos.

    Achei a mesma coisa sobre a Megan Fox! Incrível como ele conseguiu vulgarizar quase todas as cenas dela, ao meu ver é a sucessora espiritual da Jennifer Connely no quesito “bombshell com cara de anjo”.

    Olhando a filmografia de Michael Bay, percebe-se que ele está predestinado a nos brindar com uma labirintite devido a sua câmera clichê-giratória… Querem alguém fazendo ficção competente? Olhem o que J.J. Abrams fez com a franquia de Star Trek.

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  10. Imagino aqui que todos sejam profissionais renomados do ramo! Quanta crítica abalisada! Depois disso estou pensando em mudar de opinião sobre o filme! kkkkk

    QUEM SABE FAZ, QUEM NÃO FAZ DÁ PALPITE!

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  11. é engraçado ver a quantidade de fãs dos transformers que vem até aqui pra dizer que o autor desse blog ou tem “inveja” do michael bay ou “tem que meter a mão na massa” ou “não sabe o que está dizendo”. ou seja, pessoas que agem assim são o alvo predileto de Roliúdi, pois tem pouco senso crítico em relação aos filmes. tendo barulho, correria e efeitos visuais de babar é o que basta. talvez seja a mistura de pipoca com refrigerante que deixa os neurônios dessa turma em banho-maria e aí só contar uma mentirinha no escuro que todo mundo sai vibrando.

    é preciso saber separar as coisas, gente boa: 1) ninguém é obrigado a compartilhar da mesma opinião sobre um filme. as opiniões divergentes vêm de cada arquivo cinematográfico, estético e cultural de cada um. rola até espaço para questões de ordem psicológica individual – a situação em que a pessoa está no momento em que assiste o filme, se os personagens marcaram positivamente as suas fantasias de infância e por aí vai;
    2) quem critica negativamente um filme não está necessariamente com inveja do sucesso alheio, assim como nem toda crítica positiva quer dizer que o articulista quer fazer média com o diretor ou os atores do filme;
    3) o michael bay possui um estilo de filmar tão próprio que até animações como Bolt tiram uma casquinha do estilo. ele sabe o que está fazendo e para quem está filmando: para plateias adolescentes ou adultos que estacionaram na adolescencia. e o “redator” desse blog não está criticando QUEM assistiu, está criticando a forma COMO realizaram o filme.

    eu achei o primeiro Transformers uma bomba. este segundo parece que além de bomba é mal-intencionado.
    cada um com seu cinema, turma. sejamos mais leves.

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  12. Se uma pessoa vai no cinema pensando em ver algo possível, por favor fique em casa…Acho que deu pra perceber que neste filme o impossível acontece…

    Gostei da seguinte frase que o amigo postou;

    “Esse é um genero de filme diferente onde o impossivel é possivel se não gostem nem vão ao cinema”

    Acho que não precisa ser muito inteligênte para entender o que é ficção!

    Você “editor”, enquanto está procurando falhas em filmes de diretores como Michael Bay, eles estão por ai ganhando rios de
    dinheiros com seus “filminhos”…

    PS. O filme arrecadou US$ 387 milhões em cinco dias. Tenta você fazer um filme…será que seus conceitos críticos vão lhe ajudar a conquistar “tal bilheteria”?!

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  13. Cintia, o objetivo da arte é apenas arrecadar dinheiro? Então pq ao invés de fazer filmes, o Michael Bay não produz sapatos ou cuecas? Não acho que entretenimento seja nenhum pecado, mas o Michael Bay vai além: ele duvida da inteligência do espectador. Aliás, o complexo de castração de Freud deve explicar pq tal “cineasta” utiliza carros enormes e mulheres semi-nuas!

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  14. Triste sinal dos tempos em que a qualidade das coisas são medidas pelo dinheiro que se arrecada, eu só não entendo o pq de tanta raiva das pessoas entrarem aqui e não encontrarem o que queriam ler, ficando assim revoltadas. Se não concordam, ou melhor se desprezam pq perdem tempo lendo?

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  15. A discussão poderia até ser mais interessante, se os defensores do Michael Bay usassem mais do que as duas desculpas mais velhas e indigentes daqueles que acham que ver filme sem pensar nele é uma coisa boa (“fez uma fortuna, portanto é bom” e “todo crítico e um cineasta frustrado”)… eu realmente tenho interesse em debater sobre cinema com alguém que defenda o Michael Bay, desde que esse alguém não use argumentos tão burros quanto o filme.

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  16. Hum, na metade do filme eu já tava enjoado dos efeitos, do som, queria que acabasse logo… Isso não chegou a acontecer no primeiro filme. Uma pena, uma oportunidade de pelo menos divertir que Michael Bay joga no lixo!

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  17. Esse do “arrecadou 500 trilhões em 2 dias, então é bom” é cruel de deglutir… Significa apenas uma coisa: férias escolares nos US “.” (ponto)

    Ninguém precisa ser unanime, mas até para se descordar é preciso ter argumentos e não siar agredindo as pessoas gratuitamente. Isso é coisa de Fanboy alienado que confunde a crítica a forma de contar uma história, com críticas aos seus heróis ou whatever.

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  18. eu so queria uma coisa de Transformers, quando eu era pequeno a melhor coisa que tinham eram as transformações, ou melhor queria 2 coisas, que Bumblebee fosse um fusca, tal como era. Também que o momento em que eles se transformam pudesse ser apreciado eu só fico com os olhos mexendo de um lado pro outro sem entender o q tá acontecendo, que adianta gastar uma fortuna em efeitos especiais, se eles não servem pra nada.

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  19. Véiu, esse MBay realmente sabe ganhar dinheiro, ganhar dinheiro ele sabe, fazer bons filmes, ele não sabe…
    É simples assim, e para os que dizem que: “quem não gosta de mentira não vá ao cinema!” acho que vcs devem rever seus conceitos…
    1) uma coisa é imaginação, ficção, fantasia… outra muito diferente é MENTIRA!
    Imaginação é um deleita a mente criativa, já q produz coisas e ações q não existem,porém tudo muito estudado e embasado, dando explicações plausíveis para coisas impossiveis acontecerem… um grande exemplo é o primeiro Matrix…
    já MENTIR para o espectador é jogar acontecimentos sem a menor consistência cientifica, iludir o expectador sem dar explicações…

    Mbay é realmente um grande homem de negócios, existe um nicho para os filmes dele, e por incrivel q pareça, enorme!

    Esperemos por Avatar de James Cameron, esse sim sabe o que é ficção!

    Rodrigo vc viu StarTreek? Gostei do filme.

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  20. Concordo plenamente com a crítica. Mas pra mim esse filme, além de um completo lixo, é o retrato da geração que transformou esse filme numa das maiores bilheterias dos últimos tempos. A geração onde uma propaganda vale mais que mil palavras. A geração sem valores e discernimento. A geração da arte (de fazer dinheiro). A geração que tem rappers com correntes de ouro em mansões e mulheres rebolando sussurando como ídolos.

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  21. Po, Rodrigo, nunca visse o Star Trek de JJ? Tem que ver! Não tem nada a ver com a série original, ao mesmo tempo que é incrivelmente respeitoso a ela. Ele consegue mudar tudo da forma que o nerd mais chato ache ser coerente!

    Eu sou fã de Transformers. Amei o primeiro. Costumava brincar dizendo que tem tudo que um filme precisa para ser bom – robô gigante, nave espacial, explosão e mulher gostosa – mas fiquei bem decepecionado com o segunto. Parece ser apenas um exagero de tudo que foi legal no primeiro, como se o próprio Michael Bay não soubesse entender onde acertou.

    Acho que o acerto do primeiro está no resgate daquela aventura inocente, que vai contar com um grupo de adolescentes para salvar o mundo – os dois nichos, dos robôs e dos hackers – de uma maneira simples. Acho que se deu bem na fórmula do “simples é bom”.

    Mas o próprio kit de imprensa do segundo filme já anuncia que ele não vai acertar. É uma lista desnecessária de “São 304839 robôs, com 38493892 pedaços de metal, igual a 3298429 estádios, com 230423908902 disso e 232349238 daquilo”.

    Mas eu curti o robô escocês que se teletransporta! 🙂

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  22. Bruno, eu não conheço p@#$ nenhuma de Star Trek. Nem série, nem filme, nem revista, nem livro, nada. Nada mesmo. Já vi gente fazendo um sinal estranhíssimo com os dedos, dizem que é da série, eu não tenho a mínima idéia. Não sei, esse lance de viagem espacial e batalhas intergaláticas não fazem meu gênero mesmo. “Star Wars” ainda vá lá, mas nem isso eu gosto REALMENTE. Curto mais a parte técnica (afinal, meu lance é sound design, e nisso a série arrebenta). Quanto ao “Transformers”… acho que uma franquia que se baseia em bonequinhos de criança não tem muito a que aspirar mesmo. 🙂

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  23. O filme é pavoroso. Não chega a ser completamente ruim devido aos efeitos digitais impecáveis e à espetacular Megan Fox. O primeiro já era ruim, mas melhora consideravelmente se comparado ao segundo.

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  24. Cintia, o cara que escreveu a frase que você gostou é um analfabeto que não sabe porra nenhuma, e você cabe no mesmo saco.

    O filme é uma porcaria sim.

    Assisti no cinema, e quando estava naquelas cenas que a Fox corre pelo deserto em meio a explosões e tiroteios sem sujar a calça branca, eu já estava com dor de cabeça devido à barulheira e louco pra sair do cinema devido ao tédio.

    Achei a crítica muito bem feita, e expôs as características principais desse lixo.

    =)

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  25. Transformers 2 – A Arrecadação Monetária Monstruosa Sobre a Imbecilidade Humana, foi mesmo um filme incrível!

    Escancarou a burrice jovem que, ainda inexperiente, considera algo com muita ação e barulho como exemplar de “diversão’. Pior que tem até adulto gostando…
    Como conseguem “desligar” o cérebro e engolir tanto lixo? Alguém me indica o botão??

    E se bilheteria fosse sinônimo (procurem essa no dicionário, Bay Lovers) de qualidade, os filmes da Xuxa seriam Grandes Clássicos do Cinema. Pensa meio segundo.

    Ainda temos a exploração da sexualidade masculina adolescente (Fox deveria estar pelada logo), os estereótipos socias mais nojentos (robôs negros analabetos), a falta de atenção do “diretor” (desculpem pelo uso do termo) ao que estava fazendo etc etc etc.

    TF 2 fede tanto, que causa mal estar em qualquer um que consiga contar até dez.

    TF 3 vai fazer o mesmo sucesso?
    Se depender dos meio-cérebros que adoram essas bobagens, sim.

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  26. Alguém já reparou quase no final do filme, quando o Optimus vence o The Fall e está a vir na direcção do Sam, que na “pirâmide” ou “escultura gigante” que aparece do lado direito do ecrão (ao lado do Optimus) está alguma coisa a mexer-se no nariz? Acho que são pessoas, lool

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