Videocast: Tubarão

O primeiro grande filme de Steven Spielberg vai passar à história como a obra que cunhou, sem querer, o conceito de blockbuster, modificando toda a relação de forças da indústria cinematográfica. No entanto, considerá-lo uma mera aventura/suspense, um pedaço de entretenimento fácil para tardes monótonas, é uma tremenda injustiça para com um dos filmes mais bem acabados de um cineasta cujo domínio sobre a construção da narrativa é comparável ao do mestre Alfred Hitchcock.

Anúncios

12 comentários em “Videocast: Tubarão

  1. Bem esclarecedor.
    Gostaria de ter sido possível participar da oficina de cinema pra entender os filmes mais detalhadamente.

    De qualquer forma, curti o videocast.

    Abraço

    Curtir

  2. Orra, Rodrigo, muito interessante o videocast. Parabéns. Só discordo quando você diz que Spielberg é ‘o descendente direto de Hitchcock’ – ou do Capra, como dizem por aí. Pra mim, ao contrário do britânico, Spielberg é limitado(ou limita-se) no que tange à profundidade dos personagens e mesmo no desenvolvimento do tema.

    Curtir

  3. Bem, a comparação do Hitchcock é no sentido, como deixei claro no texto, do domínio na construção da narrativa. Mas pra ser sincero, Paolo, construção de personagem também não era um forte do mestre do suspense (que é, ao lado de Billy Wilder e Sergio Leone, meu diretor favorito). E ambos são/foram coerentes do começo ao fim no que tange à obsessão em retrabalhar os mesmos tema, filme após filme.

    Curtir

  4. Sim, entendo o sentido, Rodrigo. Mas essas comparações são sempre complicadas, porque há uma diferença qualitativa e inventiva no domínio da narrativa. Os planos que você comentou são todos bem feitos, objetivos, o mínimo que se espera de um diretor de blockbuster consagrado. Mas seria interessante comentar, por exemplo, Os Pássaros ou Psicose, e mostrar, sei lá, a cena do chuveiro e apontar a inventividade, a precisão absurda dos ângulos, a influência e mesmo a objetividade daquilo, enquanto Spielberg simplesmente domina o artifício.
    Ademais, acho que, mais do que Hitchcock, Wilder, Capra, dois caras que dominaram e refinaram a narrativa e, conseqüentemente, eleveram o cinema como arte são Tarkovski e Antonioni – nem vou citar Welles. rs

    Espero mais videocasts porque ter uma aula de graça com quem ama e entende de cinema, como você, é algo deveras aprazível.

    Abração.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s