Lutador, O

[rating:4.5]

Uma das principais tarefas do diretor de um filme – e talvez uma das mais subestimadas – é a escalação do elenco. Em certos casos, dá até para dizer que escolher os atores certos para os papéis certos representa metade do trabalho de um cineasta. Este é o caso de “O Lutador” (The Wrestler, EUA, 2008). O brilhante estudo de personagem dirigido por Darren Aronofsky, que capta de modo meticuloso e ao mesmo tempo com urgência documental a subcultura dos praticantes de luta livre, não seria tão multifacetado se o protagonista tivesse sido interpretado por outro ator que não Mickey Rourke. O galã dos anos 1980, convertido em paródia de si mesmo após uma série de cirurgias plásticas que desfiguraram seu rosto, é corpo e alma de um longa-metragem honesto e tocante, que versa sobre solidão e tendência à autodestruição.

“O Lutador” seria um filme completamente diferente se tivesse Nicolas Cage no papel principal. O astro chegou a assinar contrato e iniciar a preparação, freqüentando eventos de luta livre, no final de 2007. Por sorte, ele concordou com Aronofsky quando o diretor, prestes a iniciar as filmagens, argumentou que Rourke agregaria ao personagem sinceridade e verossimilhança de um modo que ele, Cage, jamais seria capaz. Aronofsky estava se referindo à enorme semelhança entre as trajetórias do personagem ficcional e do ator. Mickey Rourke, não custa lembrar, interrompeu a carreira no auge para lutar boxe profissionalmente, entre 1991 e 1995, numa trajetória regada a álcool e drogas que lhe destruiu a face. Cage sabia disso e, inteligentemente, não se colocou como obstáculo. Retirou-se do projeto e deixou o filme se tornar uma obra muito mais interessante e verdadeira.

Em “O Lutador”, Rourke interpreta Randy ‘The Ram’ Robinson, velho astro de luta livre nos anos 1980 que literalmente luta para continuar vivo. Ele é refém de um estilo de vida insólito que marca toda a subcultura dos viciados no esporte (estamos falando do que nos EUA se chama “wrestling”, em que dois lutadores fantasiados executam coreografias violentas dentro de um ringue, em uma mistura de circo e pancadaria real). Nos dias de semana, trabalha como carregador de mercadorias num supermercado local; aos sábados, se transforma no rei dos ringues de espetáculos esvaziados de luta livre. Gasta tudo o que ganha com tintura de cabelo, esteróides anabolizantes e bronzeamento artificial, porque a imagem do corpo musculoso é vital para a sobrevivência profissional dentro da subcultura dos lutadores.

Ao sofrer um ataque cardíaco (provavelmente fruto de uma vida de excessos de todos os tipos), Randy recebe um ultimato: ou pára de lutar, ou morre. A situação o obriga a pôr sua vida em perspectiva. O que ele encontra é solidão e miséria. Vive num trailer vagabundo (mas dorme freqüentemente dentro do carro, por atrasar o pagamento do aluguel) e não mantém contato com a filha (Evan Rachel Wood), que abandonou na infância. Sua única relação afetiva mais ou menos estável é com uma prostituta (Marisa Tomei) que dança nua em uma boate das redondezas. A doença o obriga a encarar uma verdade inexorável: as escolhas que ele fez no passado o transformaram num solitário crônico, um homem engolido pelo tempo, destinado inapelavelmente a pertencer a um passado morto e enterrado. Será que ele conseguirá a redenção?

Este é um filme de personagens. Por isso, depende tanto dos atores – e Aronofsky foi feliz não apenas na escalação de Mickey Rourke, mas também na de Marisa Tomei. A atriz, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante em 1993, penou por anos a fio sem conseguir bons papéis após o prêmio. Como Mickey Rourke, ela foi ao inferno e voltou. A realidade da trajetória dela compartilha semelhanças com a personagem ficcional, e isto a transforma imediatamente na mulher perfeita para o papel. As cenas com os dois juntos funcionam em múltiplas dimensões, graças aos dois rostos vincados de quem apanhou muito da vida e precisa matar um leão por dia para sobreviver.

Eles formam uma dupla simétrica, que o roteiro de Robert D. Siegel constrói habilmente: são, ambos, pessoas que usam o corpo como profissão. Quando caracterizados, cada um habita o seu próprio universo ficcional. Em certo momento da trama, entre uma pole dance e outra, Pam mostra porque está muito à frente de Randy, em termos de maturidade e espírito prático: “Você acha que sou uma stripper, mas não sou. Sou uma mãe. A boate e o mundo real não se misturam”. O problema com Randy é que ele sempre se negou a separar a vida e o trabalho em duas esferas distintas, como ela faz. Ele sempre habitou um mundo de fantasia. Nas horas de folga, Randy joga videogame (sempre jogos ultrapassados de luta livre!) com crianças da vizinhança. Quão revelador é este dado?

Com dois personagens tão sólidos nas mãos dos atores perfeitos, o trabalho que resta a Darren Aronofsky é aplicar à história uma abordagem documental, simples e direta. Neste sentido, “O Lutador” representa uma evolução considerável em relação a “Fonte da Vida” (2006), rebuscado trabalho anterior do diretor. Aronofsky sobre se despir dos excessos na parte estética sem deixar de lado a atenção com os detalhes. Aqui, a direção de arte impecável se destaca pelo naturalismo com que cenários, objetos cênicos e figurinos são utilizados para ajudar a contar a história, reduzindo os diálogos ao mínimo necessário para fazer a ação dramática avançar.

Por exemplo, Randy dirige uma caminhonete capenga que tem um boneco dele mesmo (caracterizado como lutador, claro) pendurado no espelho do motorista. Parte de trás dos bancos do veículo é forrada de fotos e recortes de jornal que lhe lembram a fase áurea dos anos 1980. Ele ouve rock pesado (Guns’n’Roses, AC/DC e Accept) e compra um gigantesco arsenal de drogas farmacêuticas todas as semanas. O vendedor dos produtos ilegais é um outro lutador, tão bombado quanto ele, que carrega consigo um estoque de medicamentos capaz de rivalizar com uma filial da Farmácia dos Pobres. A cenografia está inteiramente de acordo com o mundo ficcional habitado pelos personagens. Os figurantes e coadjuvantes, muitos deles egressos do mundo real da luta livre, também contribuem para a sensação de realidade que permeia a história.

Além disso, Aronofsky demonstra interesse quase antropológico em observar o ambiente da subcultura dos lutadores: a camaradagem, a decadência, a naturalidade com que eles encaram a violência como entretenimento, os encontros amistosos para combinar os golpes que serão utilizados em cada luta, tudo isso ajuda a compor um ambiente absolutamente crível. Por outro lado, mesmo sem abandonar totalmente o estilo rigidamente controlado que desenvolveu nos três filmes anteriores da carreira, Aronofsky opta por usar uma mise-en-scéne mais espontânea do que o habitual, graças em parte à opção pela câmera na mão. Há alguns planos-seqüência, em que a câmera segue Randy caminhando (ele é sempre filmado por trás) por diversos ambientes, mas elas não chamam a atenção para si. São bem mais sóbrias e discretas, por exemplo, do que as tomadas hiper-coreografadas de Alfonso Cuarón em “Filhos da Esperança” (2006).

Aliás, o filme é aberto com um desses planos-seqüência. A cena vem logo após os créditos (simples e eficientes, destacando a tipologia e as cores primárias das transmissões de luta livre pela TV) e mostra Randy caminhando do vestiário até dentro do ringue, para mais uma luta. A tomada tem dupla função. Além de fazer uma homenagem sutil a “Touro Indomável” (1980) – longa de Martin Scorsese que é referência obrigatória para filmes sobre lutadores autodestrutivos – também faz uma rima perfeita com outro plano-seqüência, executado mais adiante no filme, só que em outro ambiente e num contexto totalmente diferente. Espectadores mais atentos notarão que Aronofsky chega, inclusive, a utilizar o som do primeiro plano-seqüência como ambiente sonoro para a caminhada mostrada no segundo, mixando-o em volume gradativamente mais alto ao longo da tomada. A técnica serve para realçar a enorme dimensão emocional que o fracasso exerce sobre Randy Robinson.

O único problema de “O Lutador” está na subtrama paralela que envolve a filha dele (e o problema pouco tem a ver com o fato de Evan Rachel Wood, atriz competente, não possuir a mesma singularidade encontrada nos dois personagens principais, algo que a rebaixa involuntariamente a um nível inferior de empatia com o público). Em determinado ponto da narrativa, Aronofsky cede à tentação de flertar com o melodrama, numa cena que destoa bastante, no tom emocional, do restante do filme. Ainda bem que o deslize dura apenas uma cena, e o retrato duro e sem retoques da existência solitária de Randy ressurge logo em seguida. Alguns podem argumentar ainda que a trajetória do lutador rumo ao clímax do filme é meio previsível. Não deixa de ser verdade, mas até do uso das convenções narrativas clássicas Aronofsky consegue extrair criatividade, encerrando o filme com uma linda tomada que deixa o final ambíguo e aberto. Muito legal.

O DVD da Paris Filmes traz o filme com razão de aspecto alterada em relação ao original (o disco stá em widescreen 1.85:1 anamórfico, quando o enquadramento usado nos cinemas era wide 2.35:1 – ou seja, há cortes laterais na imagem) e áudio em seis canais (Dolby Digital 5.1). Não há extras.

– O Lutador (The Wrestler, EUA, 2008)
Direção: Darren Aronofsky
Elenco: Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Mark Margolis
Duração: 115 minutos

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29 comentários em “Lutador, O

  1. Fantástico!!! legal você ter assistido o filme, sou novo por aqui e este é o meu primeiro de muitos comentários, queria saber de você Rodrigo, quais dos filmes do Oscar são seus prediletos e por quê? estou morrendo de vontade de assistir “THE WRESTLER”, sou um grande fã dos trabalhos do diretor, principalmente “PI” e “RÉQUIEM PARA UM SONHO”, ontem tive a oportunidade de assistir “O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON” e confesso a você que achei o filme simplesmente espetacular!! pena eu não ter achado o mesmo de “A TROCA”, que sim é um bom filme, mas recheiado de clichês. É isso aí, muito sucesso e continue escrevendo ótimas críticas, gostei muito da sua crítica sobre “BOOOGIE NIGHTS”.

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  2. Rodrigo, boa tarde.

    Li o seu texto de “O Lutador” na esperança de que você trouxesse alguma opinião diferente enquanto a presença e carreira de Marisa Tomei, mas percebo que isto, infelizmente, não aconteceu. Ainda não vi ao filme de Aronofsky, mas dizer que a atriz “penou por anos a fio sem conseguir bons papéis após o prêmio” é demais. Gosto demais da atriz e pude assistir a muitos filmes de sua carreira após “Meu Primo Vinny” e não é uma profissional que topa projetos somente pela grana que vai receber por eles. Dizer isto de uma atriz que fez filmes tão maravilhosos como “De Bem Com a Vida” e “Feliz Coincidência” é demais. Até mesmo suas pequenas participações em dramas como “Bem Vindo a Sarajevo” e no televisivo “Only Love” são bem marcantes, assim como a sua presença bem auto astral em “Tudo por Um Sonho”.

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  3. Alex, ainda que alguns dos filmes que você citou sejam interessantes, Marisa Tomei nunca fez uma grande produção e também nenhuma obra-prima incontestável, a não ser recentemente (Antes que o Diabo Saiba…). Nenhum dos filmes que você citou, na minha opinião, é qualquer uma das duas coisas. Concordo contigo sobre as qualidades interpretativas dela, apenas acredito que ela não tenha alcançado nem a fama e nem o respeito profissional que merecia. Até agora.

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  4. Esse é o melhor papel de Mickey Rourke (o filme “é dele”). Concordo que a personagem da filha ficou deslocada, ou ganhava um peso maior ou ficava de fora. Quanto a Marisa Tomei, em forma, não convence muito como uma protistuta em decadência. Esse seria um papel mais para Jennifer Jason Leigh…

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  5. Pedro, desculpa não ter te respondido antes. Passei batido. Deste Oscar 2009, cuja safra não é das melhores, certamente este “O Lutador” é meu predileto. Também gosto de “Gran Torino”. Dos demais, tenho certa admiração de um ponto de vista meramente técnico, mas nenhum realmente me causa vontade de rever. Dos cinco concorrentes ao prêmio principal, prefiro “Quem quer ser um milionário?”.

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  6. Rodrigo,

    Sei q não tem muito a ver mas toda vez que vejo o Rourke com aquela cara desfigurada eu me lembro da cantora Rosana (aquela do “Como uma deusa”, lembra?)
    Pontos em comum: fizeram muito sucesso em suas áreas, depois entraram no vício da plástica e acabaram irreconhecíveis, tanto na plano pessoal como artístico.
    Estão falando que ele ressucitou com esse filme. Que legal, vou ver. Quanto à cantora, essa acho que não tem mais jeito não…Ou tem?

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  7. Rodrigo leio as suas criticas faz alguns anos, muitas vezes apenas leio e nao vejo o filme descrito.
    Sou apaixonado por cinema, estou no terceiro ano do ensino medio e decidido a fazer um curso de cinema no ano que vem, gostaria de saber sua opiniao sobre isso e seria muito importante se vc listasse pra mim os cinco melhores cursos de cinema do Brasil.
    Obrigado

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  8. Vi “Coraline”, Pedro, e gostei. Publico a crítica logo mais. O filme de Tom Cruise pretendo ver amanhã… e André, acho meio difícil conseguir listar os cinco melhores cursos do Brasil, porque não conheço tanta coisa assim fora de Pernambuco. Os cursos que reúnem os professores mais conhecidos são da USP e da UFF. E, puxando a sardinha para a minha brasa, creio que o curso da UFPE tem tudo para decolar e fazer bonito. Vontade é o que não falta.

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  9. Lamento, Rodrigo, mas julgo sua opinião a respeito deste último trabalho do Aronofsky equivocada… Equivocado também foi o Aronofsky em dirigir algo tão previsível, simplório e até quase que piegas… Quem já viu os seus trabalhos anteriores (particularmente “Pi” e “Réquiem…”) sabe do que estou falando. Só não sei bem ainda se foi maior o meu espanto com o Mickey Rourke ou a decepção com este filme… Uma pena!

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  10. Legal suas observações, Marcelo. É saudável que nem todo mundo leia um filme da mesma maneira. Entendo seu ponto de vista, apenas o meu é diametralmente oposto a ele. Os filmes que você citou são excelentes exemplos de um cineasta jovem, de talento, cuja energia às vezes é tão excessiva que faz o estilo se sobrepor ao conteúdo dos filmes (e isso, na minha opinião, é um defeito). O que você chama de simplório, para mim, é apenas a simplicidade que vem com a maturidade – e entre ser simples e simplório vai grande diferença. Agora, piegas é algo que o filme não é de jeito nenhum (a não ser na parte da filha dele, algo que apontei na crítica). Mas tudo isso é subjetivo, afinal de contas.

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  11. Ótimo filme, do tipo que trás lições q serão levadas p o resto da vida!

    Exelente crítica, e Rodrigo duas observações:
    1° como eles conseguem filmer um cara pelas costas, caminhando e não perdem o enquadramento enquanto os filme nacionais não consegume enquadrar uma cena parada?
    2° vc axa que tem outro motivo, além de mostrar o ponto de vista do personagem, para ele se mostrado tanto de costas…?

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  12. JP, no primeiro caso, é tudo uma questão de cinematografia… mas não sou tão duro quanto você foi com os fotógrafos brasileiros, acho que muitos fazem um trabalho excelente. Quanto à segunda pergunta, também me fiz muito essa pergunta durante o filme. Não encontrei uma resposta satisfatória. Creio apenas que seja um ângulo que sugere fortemente a idéia de estar dentro da intimidade do personagem.

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  13. Gostei muito do filme. Um dos melhores do ano até agora. Adoro esses finais em aberto. Seria lgo como a vida segue… Mas o público em geral não gosta. Ficam com aquela interrogação na cara.. ehhe

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  14. rourke vai para a ‘noite de autógrafos’. uma foto ali, uma assinatura aqui. ele olha para o lado e vê um velho lutador dormindo sobre as quinquilharias da mesa. a câmera segue seu olhar em direção aos outros ex-lutadores esperando fãs que não vem. o olhar deles é de enfado, de cansaço ou de espera desinteressada. a câmera volta para o rosto de rourke. parece que só então ele percebe o estágio de sua vida decadente e sem glória. um momento extraordinário do cinema nesse ano.

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  15. É uma bela cena, sem dúvida. Uma linda cena entre muitas.

    Aliás, olhando o post como um todo, fico muito feliz que um filme “pequeno” como esse esteja atraindo tanto a atenção (e a vontade de comentar) dos leitores. Afinal, ao lado de “O Casamento de Rachel”, é mesmo o melhor lançamento de 2009.

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  16. Fiquei impressionado com a mudança física de Mickey Rourke. Gostei bastante da sua atuação, num papel que parece ter sido escrito só pra ele. Marisa Tomei, num corpo belíssimo que não mostra sinais do tempo, repete a boa interpretação de “Antes que o diabo saiba…” do Sidney Lumet. Gostei da ambientação, do clima, da atmosfera do filme. Dois personagens em decadência, à margem do chamado sucesso social, solitários, com personalidades conflituosas, tentando sobreviver num mundo de fantasia, numa espécie de válvula de escape da dura realidade cotidiana. Belo “pequeno” filme, chega como quem não quer nada, mas quem sabe pode até surpreender, principalmente no quesito melhor ator/atriz coadjuvante. O que não seria desagradável.

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  17. Tem certeza que o DVD preserva o aspecto original (widescreen anamórfica), Rodrigo?
    No verso da edição para locação que tenho visto exposta por aí pra alugar está escrito que a cópia está em fullscreen (inclusive não loquei ainda por causa disso, estava pensando em achar uma cópia na net com o formato correto)…

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  18. Rodrigo, fui checar e comparar com imagens do trailer e percebi uma coisa curiosa: o DVD está em wide anamórfico 1.85:1, mas o aspecto original é o wide 2.35:1. Ou seja, está alterado. Mas não é fullscreen. Não entendi nada. Incrível como essas distribuidoras fazem besteira!

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  19. Pois é, as cópias dvdrip disponíveis pela net estão justamente em wide 2.35:1. O que a distribuidora fez não tem o menor sentido (formatar pra fullscreen é até compreensível, embora passível de pena de morte sem apelação, rss).
    Com atitudes como essa as distribuidoras perdem toda a moral. Não é bizarro pensar que uma cópia de internet tenha melhor qualidade do que o produto lançado oficialmente? E não falo apenas do “Lutador”, acontece com uma grande variedade de títulos. Só pra deixar um exemplo: até hoje “Jackie Brown” só tem disponível em fullscreen e “À Prova de Morte” sequer foi lançado! E estamos falando do Tarantino, caramba!! Enfim…

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  20. Rodrigo, amei esse filme e, sem dúvida, vou comprá-lo. Notei que o pessoal (com razão) não gostou do corte nas laterais, mas em se tratando dessa distribuidora aí o trabalho é porco mesmo. Infelizmente. Eles fizeram o mesmo com Menina de Ouro.

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  21. Opa, Jorge, o filme Menina de Ouro foi lançado no Brasil pela Europa Filmes e existem duas edições, uma delas em edição de luxo, DVD duplo, trazendo o filme em aspecto original widescreen, uma edição pra lá de caprichada. Vamos torcer agora para que a Paris Filmes lance futuramente uma edição especial de O Lutador.

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  22. Ulisses, o pior é que o Jorge está correto. A versão dupla de “Menina de Ouro” está em widescreen, mas o aspecto infelizmente não é original. O DVD nacional opta pelo formato 1.85:1, enquanto o filme original foi feito em 2.35:1. Há cortes laterais nesta versão, apesar da capinha de luxo.

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  23. Desculpe se eu me confundi com as distribuidoras, mas agora fiquei mais abismado ainda!
    Não é apenas uma, mas são duas (provavelmente mais!) distribuidoras que desrespeitam os colecionadores. É grave, mas com muito esforço chega a ser compreensível, que um filme vá parar nas locadoras com cortes laterais. Agora é inadmissível que haja cortes quando o produto é lançado também para vendas, já que aí o público-alvo é outro: o fã inveterado e exigente de cinema. Às vezes eu me sinto um otário em comprar dvds originais. Além de todos os meus amigos acharem um absurdo eu gastar 20, 30 reais num dvd (sendo que o pirata é bem mais em conta), as próprias distribuidoras me tratam como tal. Vida de cinéfilo é complicada…

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  24. Assistir o filme, embora tenha sido alertada por terceiros que não valia a pena….porém, só de ver Mickey Rourke em uma produção séria novamente, já valia tudo…(lembro-me com carinho da fase “Coração satânico ” e daquele Mickey Rourke eclético- que convencia pela beleza e e pela sorte dos papeis que fazia)! Me emocionei bastante, achei a narrativa bem dirigida e, muito bem feita a escolha do elenco. Realmente, não seria a mesma coisa se não fosse Mickey Rourke…..quando ele, sozinho, no carro, em meio aos conflitos…esboça algumas lágrimas e, antes que ela caiam sobre o rosto, há um corte para outra cena….achei de uma sensibilidade estética bastante oportuna…é mantido o espectro de caráter da personagem. Aplausos!!

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