3D em 2009

Quando a sala de projeção digital em 3D do Box Guararapes abriu as portas, em outubro do ano passado, muitos leitores comentaram a satisfação que sentiam por Pernambuco estar entrando com rapidez na nova era do cinema em três dimensões.

Dois meses depois, o entusiasmo já arrefeceu. Nem tanto pelo equipamento – que andou dando problemas, com sessões canceladas pela metade e dinheiro de volta para toda a platéia – mas principalmente pela péssima qualidade dos filmes que têm chegado e que utilizam esta tecnologia inovadora.

A pergunta é simples: para quê ter um sistema de projeção de alto nível, se não existem filmes decentes para aproveitar essas condições tecnológicas?

O filme que lançou o 3D digital por aqui foi um espetáculo do U2 (legal, e só isso). Para as crianças, tinha a animação “Os Mosconautas no Mundo da Lua” (engraçadinha, e só isso). De lá para cá, a situação piorou bastante. Teve até um tal de “Scar 3D”, uma coisa horrorosa que nem quero chamar de filme.

Pois bem: em 2009, a situação promete melhorar.

Aliás, já melhorou, com a estréia de “Bolt 3D”. A animação recebeu boas críticas (lá em casa, minha mulher e filhas adoraram – eu não vi).

Em fevereiro, tem “Coraline”, baseado num conto sombrio de Neil Gaiman. “A Era do Gelo 3” chega em julho. “Up”, novo da Pixar, aparece em setembro. O primeiro e inesquecível “Toy Story” ganha relançamento no formato, em outubro.

E todos eles abrem espaço para “Avatar”, primeiro longa em que James Cameron realmente arregaçou as mangas desde “Titanic”, e que chega em 18 de dezembro. Muita gente encara esse projeto como o filme que vai fazer o 3D digital realmente decolar.

Até lá, muita água (e muitos filmes ruins) deve rolar.

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6 comentários em “3D em 2009

  1. Rodrigo, como vc disse algun post abaixo, que vc vai ser responsável pelas matérias q envolvam som na UFPE, queria deixar uma sugestão: pq vc não passa a limpo o som das salas dos cinemas locais? Como espectador msm. Apontando qual a melhor de som e a pior.
    Sei que a maioria deve ser uma bomba, mas ultimamente ou o som das salas estão pior ou eu estou perdendo audição.
    Mas pra minha felicidade tem gente que tb reclama do som. Em algumas tenho impressão que o som sai abafado ou que saem apenas das caixas frontais em baixo volume.
    Possa ser que em um filme de drama ou comédia nem faça tanta diferença. Mas no geral, e principalmente em filmes de ação, acho que ficou faltando algo no filme. Está tudo lá (ou não), mas o som que é bom, nada.
    Fica a sugestão.

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  2. Jurandy, sua sugestão é bem interessante (embora não tenha relação direta com minhas disciplinas). Vale observar – já escrevi isso antes no Pe360graus – que poucas salas nos complexos da UCI em Pernambuco têm sistema de áudio Dolby Digital 5.1. Somente as cinco salas de Casa Forte, duas no Tacaruna e duas no Recife (as maiores) têm condições técnicas de projetar em seis canais. As demais projetam usando dois ou no máximo cinco canais (DD 4.1). Ou seja, os canais surround traseiros ficam mudos ou, no máximo, repetem os canais dianteiros com uma pequena inversão de fase. Mas acho que valeria a pena detalhar isso, sim. Vou tentar ver isso. Valeu a dica.

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  3. Claudia, eu nunca vi uma sessão em IMAX, mas é bem simples: trata-se de um cinema com uma mega-hiper tela gigantesca (22 metros de largura, em média) que exibe o filme com resolução e tamanho bem maiores do que o normal. Seria o equivalente a uma TV de 60 polegadas na sala da sua casa. o IMAX pode ou não ser 3D, OK?

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