Ajuste editorial

Após um longo e tenebroso hiato, eis que tive um tempinho livre nos últimos dois dias e finalizei um podcast e um videocast. No primeiro caso, precisei de só 20 minutos para cortar alguns trechos redundantes e mixar música com voz. Quanto ao videocast, não foi apenas o mais longo de todos os que já gravei, mas também o mais rápido, já que fiz tudo (gravação, edição e conversão de formato) em cerca de três horas. Estou evoluindo.

Outra observação importante: não sei se são muitos os leitores que estão acessando a página do Cine Repórter no Twitter (não consigo contar a audiência), mas a experiência tem sido interessante e curiosa para mim. Todos os dias, sempre posto alguns recadinhos por lá. O serviço realmente dá conta do recado, principalmente para avisar aos leitores mais impacientes sobre novos lançamentos ou atualizações. Acessem. Para facilitar, incluí um link para o serviço no menu principal do site.

Outro detalhe interessante que a análise das estatísticas do site mostra é a acentuada preferência dos leitores por textos sobre filmes que não se enquadram nas categorias de lançamentos (seja nos cinemas ou em DVD). Mais de 70% das páginas impressas em novembro continham críticas de filmes antigos.

Este é um dado realmente animador, porque – confesso – a qualidade duvidosa da maior parte dos filmes que chegam aos cinemas do Recife tem me afastado cada vez mais das críticas factuais. Foi com base nessa estatística, por exemplo, que me atrevi a colocar o videocast de “Tubarão” na principal chamada do site, um espaço que outrora estava sempre reservado ao filme mais popular em cartaz nos cinemas.

Por tudo isso, já dá para adiantar que um dos principais projetos para 2009 consiste em realizar um ajuste gradual no projeto editorial do Cine Repórter. Pouco a pouco, vocês perceberão, a linha editorial vai se afastar do factual. Critérios jornalísticos não serão 100% prioritários, como antes.

Também pretendo escrever um menor número de críticas, mas passando a caprichar mais nas análises – em outras palavras, menos textos, só que mais longos e mais densos. O número de videocasts e podcasts (principalmente os primeiros), espero, também irá crescer.

Não me entendam mal. Não pretendo passar a escrever apenas sobre filmes antigos e/ou inacessíveis. Os grandes lançamentos de 2009, como “Avatar”, “Watchmen” ou “O Hobbit”, serão cobertos com destaque aqui no site. Mas o espaço editorial dedicado a filmes menores e mais antigos vai crescer. E muito.

Tenho uma razão profissional, inclusive, para agir assim. Mas sobre isso eu só escreverei mais adiante.

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16 comentários em “Ajuste editorial

  1. Veja como são as coisas, Kamila: eu achava que a maioria dos leitores tendia a ler apenas sobre filmes em cartaz. Começo a crer que o perfil do público-alvo do Cine Repórter seja mais ou menos parecido com o seu. Gente que curte filmes, cinema de qualidade, não importa a nacionalidade, a idade, o gênero. E isso é muito legal. Se for assim mesmo, fico muito feliz.

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  2. Rodrigo, pelo que a gente percebe nos comentários do site, dá para ver que o público que visita o Cine Repórter é bem exigente e tem conhecimento de cinema. Acho que você deve ficar mais do que feliz com o tipo de leitor que possui.

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  3. Já que você vai dar mais destaques aos filmes antigos, Rodrigo, como sugestão gostaria que abrisse um espaço do seu escasso tempo para ver e comentar “A Cor Púrpura” do Spielberg.

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  4. Eu acesso o site apenas na busca de textos voltados para filmes antigos, e eventualmente acabo lendo uma ou outra resenha de um lançamento. Mas a razão da minha visita é sempre conhecer o cinema das últimas décadas.

    Tomara que dê certo, e a partir do ano que vem o cinema do passado tome conta do Cine Repórter.

    Parabéns!

    Abraços!

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  5. Olá Rodrigo. Há algum tempo fiz um comentário sobre o filme O Nevoeiro, de Sthepen King, lembra? Neste, falei sobre alguns filmes e por isso, gostaria de sugerir a você que fizesse resenha de filmes considerados cults que podem ou não ser encontrados nas locadoras. Dentre estes filmes que eu gostaria que você resenhasse cito Gothic e os Demônios de Ken Russel, Malpertuis e Escravas do Desejo de Harry Kumel, Sangue de Pantera de Jean Tornour, A Ilha das Almas Perdidas, O Médico e o Monstro, a Guerra do Fogo de Jean Jacques Anoud. Também aproveito esta oportunidade, para perguntar se há alguma possibilidade de O Éspirito da Colmeia vir a ser lançado no Brasil. Abraço.

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  6. Alessandro e demais leitores, agradeço as sugestões. Porém, devo dizer que a maior parte das escolhas dos filmes resenhados vai depender do meu trabalho como professor, bem como do meu gosto pessoal. Na medida do possível vou tentar ver filmes indicados por vocês, mas por favor compreendam o que venho dizendo há meses: o CR é um hobby. Não sou pago pelo que faço aqui. Por isso, não esperem que atenda todos os pedidos feitos, porque não tenho condições de fazê-lo. Espero que todos entendam isso. Quanto ao filme do Victor Erice, a Versátil parece que vai lançá-lo em 2009, embora não haja confirmação oficial.

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  7. Rodrigo, gosto muito do seu site, e de sua agilidade para responder a uma pergunta de um cinéfilo expectativo. Pois bem, haveria alguma possibilidade de você deixar o site, parcialmente, público. Ou seja, digamos assim…, deixar que algumas pessoas com o mínimo de experiência necessário, para escrever algumas críticas sobre filmes que ainda não foram catalogados, ou resenhados. Eu por exemplo procuro o tempo inteiro um site sobre cinema onde posso ursufruir meu papel como crítico, mas não há nenhum. Eu também não tenho muito tempo e capacidade para criar um blog ou um site sobre cinema, e de atualizá-lo regularmente. Eu sempre quis resenhar sobre um filme do Charles Chaplin. Apelando para sua sinceridade, haveria alguma chance (infíma se quiser), ou até mesmo para ser uma págima de testes, de outras pessoas (como eu) fazerem críticas e colocá-las no seu site. Valeu.

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  8. Hotelo, um dos projetos que acalento para o futuro é de montar um site colaborativo, com espaço para todo mundo que quiser escrever sobre cinema. Mas não penso em fazer isso no Cine Repórter. Já escrevi antes por aqui que encaro este site como minha contribuição para a posteridade. Torço para que minhas duas filhas sejam cinéfilas como eu, que tenham filhos cinéfilos, e que meus descendentes possam, se assim desejarem, passar por aqui ocasionalmente para ler as coisas que eu escrevia. Então, respondendo diretamente a sua pergunta, não tenho intenção de abrir as páginas do CR para críticas de outras pessoas. Quero que este este espaço seja identificado pelos leitores como a minha voz, para o bem ou para o mal. Agora, se fosse você, eu pensaria em um blog. Afinal, é gratuito e ninguém é obrigado a atualizar um espaço desse tipo com regularidade.

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