Batman – O Cavaleiro das Trevas

[rating:4]

A morte de Heath Ledger, em janeiro de 2008, caiu como uma bomba na indústria cinematográfica. Aos 28 anos, o ator australiano era dono de talento inegável e estava destinado ao megaestrelato após o lançamento de “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (The Dark Knight, EUA, 2008), em que tinha acabado de finalizar o papel de Coringa, arquiinimigo do herói. A principal conseqüência do acontecimento trágico, porém, foi o surgimento instantâneo de um interesse mórbido pela performance de Ledger no filme, vitaminado por uma não muito discreta estratégia de marketing da Warner. Resultado: a quase totalidade de críticas escritas sobre o longa de Christopher Nolan foi tomada por uma espécie de nostalgia que invariavelmente usava o desempenho do ator como termômetro para julgar o filme, inflando-o com uma espécie de aura cult um tanto exagerada.

Não há dúvida de que Heath Ledger era um ator talentoso. Qualquer espectador atento pode perceber isso, mesmo assistindo às comédias românticas e aventuras juvenis que ele estrelou no começo da carreira (coisas como “Coração de Cavaleiro” e “Dez Coisas que Odeio em Você”). Graças à morte por overdose acidental, a performance como Coringa gerou mais do que uma onda de elogios – deu partida a uma campanha avassaladora para que Ledger seja agraciado com um Oscar póstumo. De quebra, a campanha colocou o longa-metragem como uma espécie de “O Poderoso Chefão” dos filmes de gibis. Deixando de lado o ímpeto politicamente correto e filtrando o marketing esperto, porém, o que sobra não merece o rótulo de obra-prima. “O Cavaleiro das Trevas” é um ótimo filme, mas não excepcional. Conta com roteiro interessante, bons personagens e ótimas atuações, mas se excede na intensidade e na auto-seriedade, além de ter uma trilha sonora broxante.

Uma observação atenta do filme mostra que Christopher Nolan merece parte do crédito pelo desempenho do ator. Porque a maior das qualidades de “O Cavaleiro das Trevas” reside no cuidado com desenvolvimento e composição de personagens, bem tratados pelo roteiro co-escrito por Nolan (com o irmão Jonathan). Aliás, um dos pontos fortes exibidos pelo cineasta está justamente na direção de atores – há nada menos do que 13 personagens importantes na trama, e todo o elenco exibe desempenhos adequados, algo que precisa ser debitado na conta do diretor. Um dos elementos que favorecem a boa performance do elenco é a construção de personagens consistentes, ponto forte do trabalho de Christopher Nolan e deste projeto em particular. Apesar disso, até mesmo no roteiro existem problemas, como o número excessivo de subtramas e personagens desimportantes. Eles são usados como cortina de fumaça para pregar peças no espectador, mas prejudicam a clareza da narrativa. Ver o longa duas vezes, para clarear as coisas, não é má idéia, embora isto seja cinematograficamente incoerente.

A trama do longa-metragem encontra Bruce Wayne (Christian Bale) enfrentando uma crise pessoal, após algum tempo – o filme não especifica quanto – combatendo bandidos em Gotham. Se os índices de criminalidade caíram vertiginosamente, as aparições violentas do Homem-Morcego também geraram uma onda de imitadores pela cidade, algo que preocupa o herói, pois põe inocentes em perigo. É neste cenário que surgem as duas figuras centrais da trama de “O Cavaleiro das Trevas”: o misterioso Coringa, terrorista anárquico que esconde as cicatrizes sob uma sinistra maquiagem de palhaço, e o promotor boa pinta Harvey Dent (Aaron Eckhart), sujeito incorruptível que aumenta cada vez mais a pressão sobre a máfia da cidade. O primeiro, enlouquecido gênio do crime com identidade e motivos obscuros, passa a ser visto pelos chefões do crime como única chance de atormentar Batman e afrouxar a pressão do promotor. O segundo segue uma jornada trágica particular, com direito a triângulo amoroso com o herói e a promotora Rachel Dowes (Maggie Gyllenhaal, tomando o lugar de Katie Holmes).

Sem a necessidade de contar a origem do herói, já elaborada em “Batman Begins” (2005), Nolan ganha tempo para se concentrar nesses dois personagens. O bom roteiro segue a mesma linha do trabalho anterior, usando a abordagem mais realista possível para transformar em pessoas de carne e osso, com motivações plausíveis, personagens que eram caricaturais e rasos nos quadrinhos. É verdade que a longa duração, aliada à ausência quase absoluta de humor, dá a impressão de ambição desmedida, se auto-importância exagerada, mas o fato é que o objetivo central dos roteiristas acaba atingido: “O Cavaleiro das Trevas” mantém a impressão, já existente no longa de 2005, de que Gotham City (ambientada na cinzenta e industrial Chicago, um grande acerto da direção de arte) poderia existir de verdade, e que um criminoso vestido de palhaço talvez não seja um troço tão cartunesco e irreal quanto pode parecer. Influências de filmes noir e pitadas de drama shakespeareano são palpáveis e aumentam ainda mais a sensação de ambição dramatúrgica.

O roteiro é tão meticuloso que passa do ponto, contendo grande número de cenas dialogadas em excesso. Há enorme quantidade de exposição, especialmente no primeiro ato, dramatizada de forma burocrática, em diálogos e monólogos revestidos de pompa e circunstância e enfatizadas ainda mais por uma trilha sonora chata, enfadonha, que faz muito barulho sem evocar qualquer emoção. Os excessos continuam também na enorme quantidade de personagens (são pelos menos sete com grande importância, e outros seis com papéis menores mas cruciais) e subtramas. Há até mesmo uma 100% dispensável, em que um contador da empresa de Bruce Wayne tenta chantagear Lucius Fox (Morgan Freeman) após descobrir, fuçando nos arquivos da companhia, a identidade de herói. Ela tem desdobramentos e se choca com a linha narrativa principal, mas este objetivo poderia ter sido atingido de forma mais simples e direta, sem prejuízos para a compreensão do quadro geral.

Por outro lado, os irmãos Nolan mostram que sabem desenvolver personagens densos, carnudos, vívidos. Olhe com atenção, por exemplo, o excelente desenvolvimento de Harvey Dent, mostrado como um homem sincero e ambicioso, mas também inseguro e apaixonado, uma mistura potencialmente explosiva de sentimentos que o leva a experimentar uma tragédia shakespeareana, numa jornada que soa absolutamente crível. Em diapasão bem diferente, o Coringa é mostrado como uma incontrolável força da natureza – e é por isso que o Batman tem tanta dificuldade para descobrir algo sobre o passado dele, mesmo empregando as tecnologias mais avançadas. A história em si também é bem bolada, com protagonistas e antagonistas travando um intenso jogo de gato e rato em que nada é o que parece ser, algo que lembra bastante os jogos de fumaça vistos no filme anterior de Nolan, o ótimo “O Grande Truque” (2006). Semelhanças com “Seven” (as técnicas investigativas) e “Clube da Luta” (o Coringa não parece Tyler Durden com pancake?) também não são meras coincidências.

Com um roteiro desta qualidade nas mãos, os atores se esbaldam. Mesmo mais apagado do que de costume, Christian Bale agrega dúvida a um Batman mais sombrio e menos tenaz, inclusive utilizando um tom de voz mais grave quando está vestido com o uniforme negro (os efeitos digitais inseridos na pós-produção eliminam a sutileza da técnica, mas ela está lá). Aaron Eckhart comando o personagem cuja jornada é mais ampla e dramática, e mostra química com Maggie Gyllenhaal, aquele tipo de atriz que não é bonita e sabe disso, mas compensa com uma dose cavalar de charme e sensualidade. Quanto a Heath Ledger, não há dúvida de que é um ótimo desempenho: a voz esganiçada cujo tom sobe e desce loucamente, o andar encurvado, os gestos bruscos, o tique com a língua, tudo nele recende a loucura. Para um bom ator, personagens insanos oferecem sempre ótimas possibilidades, porque a preocupação com sutileza desaparece e se ganha a oportunidade de tentar coisas extremas, o que Ledger faz com competência.

De resto, “O Cavaleiro das Trevas” é um bom filme de super-heróis. Só está longe de virar o clássico criminal que parte da crítica tenta vender. Christopher Nolan monta intencionalmente as cenas de ação física de forma apressada e confusa, às vezes impedindo o espectador de entender exatamente o que está ocorrendo. O momento em que entram em cena os imitadores do Batman, por exemplo, é montado com constantes quebras do eixo (a linha dos 180 graus). Este detalhe, aliado à escuridão e à velocidade da edição, complica a vida da platéia. Claro que este era o objetivo do filme: o diretor faz com o público exatamente o que o Coringa realiza para o Batman. De qualquer modo, isto sacrifica a clareza da narrativa.

A mania de filmar diálogos em tomadas longas, com a câmera rodopiando ao redor dos personagens, é uma estilização irritante que funciona contra o filme, mais uma vez impedindo a platéia de mergulhar na trama e participar dela. A música pouco inspirada, que acompanha praticamente todos os 152 minutos de projeção, do maneira pomposa e auto-importante, usa clichês em abundância (percussão pesada e harmonias dissonantes na hora da pancadaria, metais nos momentos mais tensos). Nolan caiu até mesmo na tentação de inserir momentos histéricos típicos de quadrinhos, como a super-moto que sobe uma parede ou a capa que funciona como asa delta, e agora o Batman consegue saltar de prédios enormes e cair no chão sem se ferir. Tudo isso quebra um pouco a sensação de realismo absoluto tão desejada.

No mercado nacional, o filme é vendido em duas versões diferentes de DVD. A primeira, simples, tem o filme, com qualidade impecável de imagem (widescreen 2.40:1 anamórfica) e áudio (Dolby Digital 5.1). O segundo disco, que está na versão dupla, traz featurettes sobre a música (6 minutos) e as novas bugigangas do Homem-Morcego (17 minutos). Há ainda seis seqüências completas mostradas da forma como foram planejadas para exibição no formato IMAX, uma série de reportagens fictícias sobre Gotham City (47 minutos) e galeria de trailers. Boa parte do material presente na edição dupla em Blu-Ray, lançada nos EUA, ficou de fora. Uma pena.

– Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, EUA, 2008)
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal
Duração: 152 minutos

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15 comentários em “Batman – O Cavaleiro das Trevas

  1. Olá. Primeiramente gostaria de dizer que adoro o site. Tem críticas fantásticas, inteligentes, sérias e com informações altamente relevantes. Sempre o consulto antes de comprar DVds, por exemplo, pra ver se existem edições especiais, etc. Por esse motivo esperava muito a crítica de O Cavaleiro das Trevas. Infelizmente me decepcionei, e muito, sendo, talvez, uma das mais fracas críticas já feitas pelo site. Claro, opinião é opinião mas seguem meus motivos pra tal afirmação: Em primeiríssimo lugar o crítico aparentemente (não estou afirmando até porque outras críticas paracem demonstrar o contrário) desconhece HQs, em especial as do Batman. Pois dizer que “O bom roteiro segue a mesma linha do trabalho anterior, usando a abordagem mais realista possível para transformar em pessoas de carne e osso, com motivações plausíveis, personagens que eram caricaturais e rasos nos quadrinhos”. pelo amor de Deus, “personagenes caricaturais e RASOS nos quadrinhos????? Será que o crítico já leu A Piada Mortal; O Cavaleiro das Trevas; Cavaleiro das trevas, Cidade das Trevas; Asilo Arkhan; Ano Um e dezenas de outras HQs do Batman????? Considerei essa afirmação como um desmerecimento das HQs em relação a uma certa “superioridade” do cinema, visto que essa linguagem conseguiria deixar algo “mais sério e real”. A relação Batman/Coringa nas HQs é extremamente complexa e rica, muito mais que no filme, por exemplo, sem falar em outros personagens. Já sobre a trama realmente há muitos personagens mas todos muito bem conduzidos e sem nenhum exagero tendo, TODOS, importância para a narrativa e para suas possíveis interpretações e sentidos criados pelo espectador. A trilha sonora é outro ponto ótimo. usando nos momentos certos, transmitindo tensão e suspense. E com ausência de trilha em ótimos momentos também, como nas cenas de perseguições no trânsito. Moto subindo na parede??? Aonde???? Vi o Batman apoiando a roda da moto na parede para retornar com a mesma, onde ele “subiu na parede”. Foi algo que qualquer pessoa iniciante com treinamento em acrobacias com moto faz. Já o vôo da capa foi explicado no primeiro filme. Um dos seus diferencias foi fazer um filme na linguagem própria do cinema utilizando personagens das HQs sendo, assim fiel, às HQs mas não tentando copiar sua linguagem (como 300). Os diálogos não são pretensioso. Eles são o que deveriam ser para tornar o filme sério. Era para o filme não querer ser pretensioso??? Querer ser um Homem de Ferro??? Ou seja, somente divertir e entreter e fazer pensar só pouquinho pois é um filmes de HQs???? Para concluir é sim O Poderoso Chefão dos filmes de HQs (Gibis é termo que não é de bom grado pois remete muito a algo infantil nesse caso). Esse filme elevou, sim, os filmes de HQs a outro patamar. Foi o filme do Batman que como leitor de HQs há uns 20 anos e pesquisador há uns cinco eu sempre sonhei em ver. Simplesmente é um filme sério, adulto e, principalmente, que faz pensar sobre a sociedade contemporânea. Discute sobre corrupção, criminalidade, sociedade, loucura/sanidade(baseada na teoria de Foucault -assim como a graphic-novel Piada Mortal – como mostra o diálogo Batman/Coringa na prisão em cena antológica) e sobre o ser-humano em si. Um dos melhores, senão o melhor, filme do ano. Será um filme pra ser lembrando e que já marcou seu lugar no cinema. E que mudará os filmes de HQs posteriores. Além disso serve, por meio do cinema, pra mostrar a não leitores de HQs, que essa linguagem que ainda sofre tanto preconceito não é algo bobo voltado somente para crianças. De modo indireto faz algo bom pelas HQs. Saí extremamente feliz do cinema. Fui com medo de ter a decepção do novo Indiana Jones e sái com um filme acima das minhas expectativas. Engraçado vc criticar alguns pontos que muitos elogiaram como a maravilhosa trilha sonora. Esse filme terá a importância para os filmes de baseados em HQs que Watchmen e O Cavaleiro das Trevas (a revista) tiveram pras HQs nos anos 80. Não está tendo essa bilhteria só por puro marketing, não mesmo. É por merecimento, pois é sim uma grande obra. Respeito sua opinião mas esse filme merecia a cotação máxima sem a mínima sombra de dúvida. Quem sabe um dia vc não mude de idéia? E, por favor, não diga mais que os personagens nas HQs têm desenvolvimento raso, essa foi dose……. Obrigado pela atenção (e estamos abertos a discussões).

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  2. Robson, antes de tudo, parabéns para articulação nos argumentos e pela paciência em expor a sua opinião. Seu e-mail prova que discordâncias, quando civilizadas, criam debates muito interessantes.

    Mas vamos lá. Não quero rebater ponto a pontua sua argumentação. Apenas te digo que minha avaliação dos filmes prioriza a análise das técnicas usadas pelo diretor para contar a história. As questões sobre realismos foram mencionadas porque este era um ponto importante no primeiro filme, mas o fato de uma moto subir (ou não) uma parede não aumentaria ou diminuiria em nada a qualidade do filme.

    Assim sendo, acho que a narrativa do filme não inova em nada. É muito bem feita e competente, mas sem novidades. Estrutura narrativa, composição de personagens, fotografia, direção de arte, é tudo muito bom. Inovador, não. A trilha sonora, por exemplo, achei excessiva. O filme tem música demais, e ela é usada como qualquer filme de ação: percussão e melodias em tom menor nas cenas de ação, cordas na hora do suspense. Novamente, bem feito mas convencional.

    Não sou grande leitor de HQs, mas tenho todas as que você citou. Elas não são a regra. São exceções, com personagens reinterpretados por roteiristas bem melhores do que a média dos quadrinhos. Acho que Christopher Nolan fez com os personagens, especialmente o Coringa, um trabalho bem superior à média das HQs.

    Por último, imagino que se você ler a crítica no novo site perceberá que eu alterei algumas coisas, como por exemplo a crítica que fiz à questão da montagem das cenas de ação. Revi o filme algum tempo depois e de imediato realizei pequenos ajustes. Cotninuo achando que o filme não merece cinco estrelas, mas minhas razões são 100% cinematográficas.

    Abraços.

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  3. Rodrigo falou tudo,é sempre reconfortante ver críticos q não são bajuladores de qualquer coisa q é logo alçada à condição de obra-prima.Gosto do filme,acho-o excelente,mas todos os defeitos q o Rodrigo apontou são completamente perceptíveis no filme.Só não vê quem não quer.

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  4. Olá amigos

    Acho que o filme é cinco estrelas “com um pé nas costas”. Acho que um filme não precisa ser inovador para ser tecnicamente perfeito. Conheço muitos filmes de técnicas inovadoras que não fazem frente ao Cavaleiro das Trevas. Sem contar os personagens absolutamente bem construídos. Não apenas o Coringa, que já é um dos melhores personagens da história do cinema, como também todos os outros. Devido ao Coringa temos a impressão de que o filme é só isso. Alguém prestou atenção na atuação de Cristian Bale? E os dilemas de Lucius Fox? A veracidade da nova, porém mesma Rachel? O filme é brilhante, do começo ao fim. Sou daqueles que acham que a nota 10 é muito rara . Seria mais ou menos uma atuação de Pelé! Mais essse filme é um genuíno nota 10

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  5. Todos as películas emergidas de HQs são tratadas neste excelente site de críticas de cinema.
    Porém, sinto falta de alguns que nunca li aqui: Triplo X, A batalha de Riddick, Velozes e Furiosos, O vingador, Operação Babá, Missão Babilônica, todos com Vin Diesel. Por quê? Não dá pra dizer que seja averso a fitas de ação porque essas fitas são mescladas: ação, comédia, aventura, ficção científica, só não tem drama. Particularmente, eu acho o Vin Diesel um grande ator que, na comédia Operação babá mostrou que não ostenta apenas músculos mas também talento.

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  6. olá tudo bem? não conhecia o site, mas por intermédio de um amigo tenho lido bastante suas opiniões.
    Antes de mais nada é gratificante ler um texto com argumentos e visões, que por mais que possam soar contrárias à minha, são reflexões bastantes convincentes e coerentes.
    No caso exepecífico de Batman, acho que existe algo muito oculto que resultou nessa mania geral de “filme do ano”.
    Personagens oriundos de HQs têm todo seu dilema e dramaticidade necessárias para cravar um cinessérie de sucesso.
    Ao meu ver, os irmãos Nolan e Goyer, trabalharam firme na reinvenção de algo morto. Batman Begins trouxe uma veracidade e uma importância que agrada não apenas os fãs, mas qualquer um que goste de uma aventura bem contada.
    Concordo com o excesso de subtramas que apenas confundem em The dark knight, porém é muito satisfatório observar tanto esmero e preocupação em contar “mais” uma adaptação de hq de forma, ao meu ver, madura e consistente.
    Realmente gostaria de igualar-me em conhecimento técnico qdo vc questiona alguns pontos e decisões de Nolan. Achei a trilha fantástica!
    Em relação a campanha de mkt, eu acompanhei desde o começo a liberação das primeiras fotos e sites virais, etc. a Warner trabalhou em muito com o Coringa, muito antes da morte de ledger… e não mudaram em nada a forma massiva (que já existia) de apresentar o personagem, após sua morte.
    Considero sim um dos grandes filmes do ano…um filme pipoca que agrada e não ilude com questões bobas, como salvar o grande amor em perigo.
    A cena em que o batman salta numa parede com sua moto, realmente soa desnecessária, mas aquilo foi feito para a plateia nas salas de cinema vibrarem…. (eu assisti duas vezes no cinema, e as duas, o pessoal aplaudia a cena, particularmente eu tb não gostei).
    mas enfim, batman é um personagem que terá mtas versões ainda, infelizmente.assim que gary oldman encerra a trama com as frases “the dark knight” eu saí feliz e dizendo pra mim mesmo: “acabou, não precisa de um terceiro,o filme conta com dois capitulos em um”
    adorei seu site, vc é um profissional e um cinéfilo realmente…
    grande abraço e até a próxima…
    Obs: vendo a listinha pré-oscar de possiveis nomes para ator coadjuvante, não seria nenhum exagero, mto menos simples homenagem, a vitoria de Ledger. Eu assisti recentemente Brokeback Mountain e não consigo imaginar que o coringa é o mesmo ator que fez Ennis Del-Mar… fantástico…

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  7. Will, respondendo a tua pergunta, não assisti a nenhum dos filmes que você citou. Para ser sincero contigo, são filmes que não me interessam muito. Não tenho nada contra o Vin Diesel. Em “O Resgate do Soldado Ryan” ele até que foi bem.

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  8. o filme é muito bom, excelente. A atuação do Heath é brilhante, muito melhor que o Jack nicholson. Nesse ele ficou “mais” perverso, o Jack era mais bobo.

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  9. Olha cara, conheci seu site por acaso, pois estava atras de uma critica do filme Assassinos por natureza…e acabei gostando do seu texto!
    Mas essa critica do Cavaleiro das Trevas é no mínimo seu gosto pessoal!
    Dizer que a trilha do Zimmer é broxante só pode ser brincadeira, pois é uma das melhores trilhas dos últimos anos,perdendo apenas para Sangue negro!
    Acho que na hora de se fazer uma critica é necessário deixar o gosto pessoal de lado!
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  10. Duas contradições suas, Danilo: (1) a afirmação de que “é uma das melhores trilhas dos últimos anos,perdendo apenas para Sangue Negro”, uma típica frase-feita sem nenhum traço remoto de argumentação. Isso sim, é gosto pessoal; (2) se “deixar de lado o gosto pessoal” significa repetir o que a maioria escreve, eu tô fora. Abraços.

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  11. Eu disse que era uma das melhores, não a melhor!!
    Quando me referi a deixar o gosto pessoal de lado, é obvio seu preconceito com adaptações de quadrinhos! Vou exemplificar:Detesto o ator George Cloney mas é inegável que o cara faz filmes excelentes, e é um bom ator!
    Outra coisa é dessa sua “raiva” de tudo que é moderno no cinema (efeitos especiais,novos atores e diretores)é um pensamento muito retrógrado, vi você criticar filmes excelentes que a unica explicação para tamanha depreciação seja alguma frustração sua
    Vou te dizer uma coisa mas veja como uma critica construtiva:
    Seja mais honesto nas suas criticas!
    Detesto filmes baseados em quadrinhos,detesto efeitos especiais, mas o filme é excelente sim e digno de de nota 10!!!!

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  12. Sem comentários, Danilo. A atividade da crítica é sobre porquês. Eu tento dá-los, não apenas emitir conceitos do tipo “o filme X é excelente”. Eu digo porque acho isso, você concorda ou discorda. É simples assim. E se você discorda, aprenda a aceitar opiniões divergentes. Pensar diferente de você não é ser desonesto. Abraço.

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  13. Espero ansioso sua crítica de O Cavaleiro das Trevas Ressurge. E podia fazer uma da trilogia como um todo. Seria interessante seu ponto de vista da “obra completa”.
    Pretendo escrever uma antes de ler a sua rsrsrsr. Aí vejo o que bateu.

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