Cine Repórter no Twitter

Há mais ou menos uns oito meses, ainda no início do ano letivo na universidade onde dou aulas, trabalhei com um texto que formulava algumas regras básicas de conduta profissional para jornalistas que trabalham com mídia on-line. Uma das regras fundamentais para o profissional multimídia, segundo o texto, sugeria que os repórteres usassem mais o Twitter (aquela ferramenta de micro-blog, onde você posta mensagens com menos de 140 caracteres).

Até aquele momento, eu nunca havia sentido a mínima necessidade de abrir uma conta no Twitter. Blogar com menos de 140 toques? Parecia uma coisa totalmente sem sentido. Mesmo assim, por dever profissional, eu (e todos os alunos daquela turma) abri(mos) conta(s) no Twitter.

Quase um ano se passou. Mudei de opinião. E o Cine Repórter foi parte fundamental na reversão deste conceito.

Vou explicar o que aconteceu. Na versão 2.0 do site, com o blog integrado, o estatuto de cada post mudou consideravelmente na minha cabeça. Passei a valorizar mais o que iria escrever. Não queria deixar registrado dentro do Cine Repórter alguns pensamentos soltos e posts de duas ou três linhas, como fazia no KineBlog. No futuro, eles só vão servir para tornar a navegação mais lenta, enquanto o lixo (virtual) vai empilhar mais e mais, como na cena de abertura de “Wall-e”.

Gosto de pensar que o Cine Repórter servirá, daqui a 50 ou 60 anos, como um registro fiel da minha passagem por aqui. Tem gente que planta uma árvore ou escreve um livro. Eu fiz o site. E não gosto de pensar que haverá dentro do CR uma maçaroca de posts inúteis para dificultar a navegação dos meus bisnetos.

Por outro lado, também acho uma delícia soltar aquelas informações curtinhas, às vezes bobas mesmo, pessoais ou confessionais, e não gostaria de me privar desse lado frívolo simplesmente porque encaro o site como um trabalho sério (apesar de não-remunerado).

O Twitter tem tudo para se tornar a solução do meu dilema. O que fiz? Criei uma página do Cine Repórter no Twitter e estou, há alguns dias, postando informações curtas. Atualizações do site, cabines que conferi ou que perdi, detalhes do meu dia, essas coisinhas pequenas que não têm espaço aqui no Cine Repórter.

Dêem uma passadinha lá clicando aqui.

Para quem quiser acompanhar, há um link permanente para essa página no rodapé do Cine Repórter. Todo dia tem informações novas por lá. Quem costuma acompanhar o que escrevo aqui pode achar interessante. E se tiver algum comentário ou sugestão, pode mandar bala nos comentários deste post.

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6 comentários em “Cine Repórter no Twitter

  1. Já tinha lido sobre o Twitter a um tempo atrás, nos blogs da vida. Ontem, lendo sobre os ataques terroristas em Mumbai, no G1, tinha vários links que levavam a reportagens sobre o Twitter: “saiba mais:
    Twitter é a rede social com maior crescimento nos EUA
    Justiça Eleitoral manda bloquear Twitter no Brasil, mas derruba blog homônimo
    Notícia de terremoto na Califórnia se espalha pelo Twitter
    ‘Twitter me tirou da cadeia’, diz estudante americano preso no Egito
    Saiba como aproveitar ao máximo os recursos do Twitter
    Fãs de tecnologia fazem pedido de casamento via Twitter “. Só pra citar alguns.
    E, agora, o Rodrigo com um post sobre o Twitter, coincidência?.

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  2. Lembrei agora, depois desse teu post, que também tenho uma conta por lá. Gosto dessa idéia de soltar pequenos comentários, sobre banalidades do dia-a-dia. Mas, nem sei a razão, nunca fui chegado ao Twitter. Tentarei de novo.

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  3. Rodrigo, a minha dúvida, não tem nada a ver com relação ao assunto do tópico, mas se você puder me ajudar, ficarei grato.
    Você sabe me dizer se o filme “Entre Lençóis”, estrelado pelo Reynaldo Gianecchini é refilmagem do chileno, “Na Cama”? É que eu achei o enredo de ambos os filmes muito parecidos.
    Se for verdade, juro que não entendo essa “necessidade” que alguns diretores brasileiros têm de refilmar longas latinos recentes (exemplos disso: o mexicano “Sexo, Pudor e Lágrimas” que se transformou em “Sexo, Amor e Traição” e o chileno “Sexo com Amor” que se transformou na chanchada “Sexo com Amor?”).
    Valeu!
    Abraços

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  4. Valeu, Rodrigo!
    Quando conferi-lo, me dê um toque, então, se é mesmo uma refilmagem do filme chileno.
    Encontrei paralelos de “Onde os Fracos não têm Vez”, no novo longa dos irmãos Coen, “Queime Depois de Ler”, que me pareceu meio que uma paródia (por sinal, genial), do mega premiado filme dos Coen. Você viu semelhanças entre esses dois longas, também?
    Abraços.

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