Massacre da Serra Elétrica, O (2003)

[rating:1]

Grupo de jovens em viagem de carro recebe informação errada, em um suspeitíssimo posto de gasolina caindo aos pedaços, e vai parar numa região deserta, habitada por caipiras retardados com um pendor especial por violência e assassinato. Os dedos de duas mãos não seriam suficientes para dar conta do número de filmes norte-americanos de horror cujos roteiristas criam variações desta sinopse. “O Massacre da Serra Elétrica” (The Texas Chainsaw Massacre, EUA, 2003) é a refilmagem de uma das obras seminais deste subgênero, e o sabor de decepção que deixa na boca parece diretamente proporcional à ótima fama que o original, de 1974, desfruta diante dos fãs.

Produção de baixo orçamento assinada por um dos cineastas mais histéricos e barulhentos da indústria contemporânea (Michael Bay, de “Pearl Harbor”), o novo “O Massacre da Serra Elétrica” sofre especialmente por causa do visual estilo “propaganda de refrigerante”, dotando as imagens com uma carga de estilização que retira toda a possibilidade de acreditarmos na história. Esta qualidade era, precisamente, a maior virtude da produção original. A aparência de matadouro de periferia, com ossos de galinha e cutelos brilhando à luz do sol, dava ao primeiro filme uma tonalidade documental que provocava tensão no espectador. Ao tentar atualizar a iconografia para 2003, o diretor Marcus Nispel apenas deixa a sensação de que o mesmo cenário foi recriado no ambiente asséptico de um hospital por algum diretor de arte da MTV. A aura fake é inevitável.

Tome como exemplo a cena em que o assassino Leatherface persegue um dos jovens em um quintal repleto de lençóis brancos estendidos num interminável varal. O esforço perceptível para dotar o grotesco da imagem de uma espécie de beleza macabra elimina qualquer possibilidade de naturalismo. Um espectador atento vai se perguntar quantas pessoas seriam necessárias para sujar e lavar, de uma tacada só, aquela quantidade absurda de lençóis. E onde, afinal, estariam todas aquelas pessoas? Como se não fosse suficiente, Nispel repete cada um dos clichês inconfundíveis dos filmes de massacre, inclusive a cena em que a heroína se esconde num banheiro cheio de portas, que o matador abre uma a uma. A coisa chega a um ponto em que a maior diversão da platéia será tentar descobrir qual o próximo clichê que o diretor utilizará.

Curiosamente, há inúmeras semelhanças entre este “O Massacre da Serra Elétrica” e a também refilmagem “Viagem Maldita”, feita três anos depois e baseada em um clone do longa-metragem de Tobe Hopper – no caso, “Quadrilha de Sádicos”. A sinopse é a mesma, muitas soluções visuais também (os sustos provocados por vultos que cruzam a câmera velozmente), e até a decoração dos cenários, repletos de manequins empoeirados e bonecos de plástico, se repetem. Só que “Viagem Maldita” é muito melhor, porque tem personagens mais sólidos, diálogos com conteúdo e até um subtexto político. Já “O Massacre da Serra Elétrica” só mesmo diverte os amantes do estilo. Para os marmanjos, vale pelas cenas com a gostosa Jessica Biel de camiseta molhada (é, esse clichê também bate ponto).

O DVD da Europa Filmes traz na capa o rótulo “edição especial”, mas na prática não há nada de especial nela. A qualidade da cópia, em imagem (wide anamórfica) e áudio (Dolby Digital 5.1) é decente, mas os extras decepcionam. Há apenas 10 minutos de material de Eletronic Press Kit (bastidores em estado bruto), entrevistas com atores e diretor (“todo mundo se deu bem no set”) e um comentário em áudio (legendado).

– O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, EUA, 2003)
Direção: Marcus Nispel
Elenco: Jessica Biel, Jonathan Tucker, Mike Vogel, Eric Balfour
Duração: 98 minutos

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2 comentários em “Massacre da Serra Elétrica, O (2003)

  1. 😳 oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii meu nome é aline
    bom só queria dizer que no prossimo filme
    poderia ter pelomenos um sobrevivente
    bom todos os filmes estão bons nota 10 para todos
    bom fora isso nota 10

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  2. 🙄 oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii meu nome é wagner bom a mesma coisa eu digo
    mas ta bom como minha mulher disse nota 10
    para todos que fizeram o filme e para todos
    bom é isso ai 😯

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