Star Wars – Curiosidades

Alguns dos asteróides que compõem a chuva de rochedos espaciais, em que Han Solo entra para despistar as naves do Império, durante “O Império Contra-Ataca”, são batatas (com casca) filmadas sobre fundo azul.

O personagem Chewbacca, da primeira trilogia, teve o visual inspirado no cachorro de estimação de George Lucas, chamado Indiana (o mesmo cão inspirou o nome do personagem Indiana Jones).

A lendária nave de Han Solo, a Millenium Falcon, teve o design inspirado num sanduíche — um hamburguer com uma azeitona pregada em cima por um palito — que Lucas comeu enquanto escrevia o roteiro de “Guerra nas Estrelas”.

As roupas usadas pelo exército humano que serve ao Imperador, nos episódios Quatro, Cinco e Seis, são inspiradas na farda do Exército nazista.

A cápsula da nave Discovery, do filme “2001 — Uma Odisséia no Espaço”, aparece no ferro-velho de naves espaciais onde Anakin Skywalker trabalha, no planeta de Tatooine, durante “A Ameaça Fantasma”.

Apenas duas seqüências em “A Ameaça Fantasma” foram rodadas em película; todo o resto foi registrado por câmeras digitais. Já em “Ataque dos Clones” a película foi aposentada de vez. Também não existe filme de verdade em “A Vingança dos Sith”.

Quando começou a gravar suas partes como Obi-Wan Kenobi, em “A Ameaça Fantasma”, o ator escocês Ewan McGregor fazia inconscientemente, com a boca, o zumbido dos sabres de luz durante as cenas de batalha. Era uma lembrança distante dos tempos de criança. Por causa do zumbido, que ele não conseguia deixar de fazer, os outros personagens caíam na gargalhada, atrapalhando as filmagens.

Para solucionar problemas como falta de profundidade ou imagem com cores lavadas, assim que “Ataque dos Clones” terminou de ser editado, recebeu um banho de cores digitais, que incluiu um software de tratamento especial para corrigir as tonalidades da pele dos atores. Uma técnica atualizada foi usada em “A Vingança dos Sith”.

A batalha de sabres de luz travada entre Yoda e o Conde Dookan, em “Ataque dos Clones”, foi gerada 100% em computadores, com dublês digitais que simulam — em alta velocidade — os movimentos do pequeno ser verde e do ator Christopher Lee, de 80 anos.

Duas semanas antes da estréia mundial do primeiro “Guerra nas Estrelas”, em 1977, o ator Mark Hamill, que faz Luke Skywalker, sofreu um acidente de carro que lhe deixou em coma e com o rosto desfigurado. Durante meses, George Lucas torceu pela recuperação do seu protagonista, para que pudesse continuar a série. Mesmo assim, para justificar as cicatrizes no rosto do ator, George teve que incluir uma cena, na abertura do filme seguinte, “O Império Contra-Ataca”, em que Luke sofre um ataque de um monstro, no planeta gelado de Hoth, e tem a face retalhada.

O famoso ET de Spielberg dá as caras duas vezes durante a trilogia, ambas em “A Ameaça Fantasma”: integrantes da raça dele aparecem, em segundo plano, durante uma sessão no Senado intergalático; e depois, quando a comitiva da princesa Amidala chega a Tatooine, é possível ver à distância as silhuetas de ET e do garoto Elliot.

O visual do robô C-3PO é uma homenagem ao famoso andróide feminino de “Metropolis”, o filme de Fritz Lang.

O termo Jedi foi tirado da expressão Jidai Geki, usada para designar os dramas nipônicos que envolvem os samurais e são ambientados no Japão feudal.

A vitória dos Ewoks contra as tropas imperiais, em “O Retorno de Jedi”, é comemorada com um tema tocado numa trombeta pelos seres peludos. A música é a mesma usada no filme “Os Dez Mandamentos”, no momento em que os judeus são libertados e deixam o Egito, guiados por Moisés.

O idioma falado pelos Jawas existe de verdade, e é um dialeto dos zulus africanos, só que rodado de forma mais acelerada.

Jodie Foster fez teste para o papel da princesa Leia, em 1977, mas foi recusada, assim como Sissy Spacek.

Christopher Walken e Burt Reynolds foram cogitados para o papel de Han Solo, mas George Lucas não tinha dinheiro para contratar astros. Por isso, escolheu um cara que trabalhava na época como carpinteiro e que foi responsável, entre outras obras, por construir o estúdio do músico brasileiro Sérgio Mendes: Harrison Ford.

O ator japonês Toshiro Mifune recusou o papel de Obi-Wan Kenobi, em 1977. Obi-Wan foi concebido por Lucas para ser interpretado por um ator oriental, mas nenhum astro japonês aceitou a incumbência, que acabou nas mãos do inglês Alec Guiness.

Os cineastas David Lynch e David Cronenberg declinaram do convite para dirigir “O Retorno de Jedi”, alegando que possuíam visões muito pessoais para se submeter a filmes de franquias cinematográficas.

Uma das falas mais famosas de Han Solo surgiu de uma brincadeira no set. Em “O Império Contra-Ataca”, o diretor Irwin Kershner tentava gravar um diálogo romântico entre Leia e Solo, no momento em que este vai ser congelado: ela diz “Eu te amo”, e ele responde “Eu também”. Depois de dezenas de takes frustrados, Harrison Ford perdeu a paciência. Na tentativa seguinte, quando Leia mandou o “Eu te amo”, ele respondeu na lata, em tom irônico: “Eu sei”. Ficou tão bom – e condizente com a personalidade de Solo – que entrou no filme.

10 comentários em “Star Wars – Curiosidades

  1. Adoro artigos como esse, que mata curiosidades de qualquer fã de cinema.
    Antigamente, essas “inspirações” de George Lucas seriam facilmente classificadas de plágio. Por razões mercadológicas, Hollywood criou um conveniente eufemismo:”Citação”. O cinema pôde praticar a partir de então autofagia de consciência tranquila.
    Uma vez Win Wenders disse que o cinema é uma arte quase totalmente explorada (98%). A julgar pelas mesmisses, remakes e inovações duvidosas que vemos nos últimos anos, talvez (talvez) o diretor alemão tenha razão. Como crítico devorador voraz dessa arte, você já teve essa sensação, Rodrigo? A propósito, quais os clichês que mais o irritam? Qual foi o grande filme que o “arrebatou” nos últimos vinte anos?

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  2. Gilx, numa das aulas da minha disciplina de Narratividade, abordo a diferença entre clichê e convenção. Existem clichês (soluções narrativas já testadas antes com sucesso) e convenções (princípios narrativos absolutamente inescapáveis a qualquer artista). Existem regras no cinema – de enredo, de edição, de sonorização – que são simplesmente impossíveis de não seguir. Tente fazer um filme sem obedecer ao princípio do raccord (montagem), por exemplo, e o resultado será um trambolho que ninguém entenderá. Ou seja, as convenções são princípios de legibilidade, sem os quais uma platéia não terá como compreender minimamente um filme. É como tentar escrever sem obedecer às regras gramaticais, por exemplo sem usar verbos. Entende? O princípio fundamental da linguagem é exatamente esse: a originalidade absoluta é impossível, é utopia pura. Para se fazer compreender, as pessoas precisam recorrer às convenções.

    O que você chamou de “citação”, ou intertextualidade, faz parte do conjunto de convenções milenar e universal, praticada na literatura desde o início dos tempos, sob as mais diversas formas – algumas sofisticadas, outras grosseiras. Não se trata, pois, de uma invenção de Hollywood.

    Concordo em termos com o Wenders. Mas o dever dele, como artista, é exatamente trabalhar em cima de convenções na tentativa de criar algo novo, algum elemento – que não precisa ser puramente formal, claro – que seja particular.

    Um monte de clichês me irritam, sobretudo o uso da música nos filmes de horror. Agora, essa pergunta sobre o grande filme é impossível de responder. Centenas de filmes me arrebataram nos últimos 20 anos. Acho meio romântica essa idéia de que todos os grandes filmes já foram feitos. Todo ano a gente tem por aí uma meia dúzia de grandes filmes. E sempre haverá platéias novas que serão arrebatadas por esses filmes (até porque cada pessoa carrega consigo um repertório individual e finito de filmes, e estará sempre aberta a aprender algo que seja não necessariamente novo para a linguagem do cinema, mas para ela particularmente).

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  3. Valeu a resposta, Rodrigo. Agora você me deixou ( e todos aqueles que lerem seu comentário) com gosto de quero mais, acerca de clichês, convenções e narrativa. Seria ótimo se você fizesse um artigo no site, nos dando uma canja da sua disciplina de Narrativa.

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  4. Esse tema é espinhoso e complicado demais pra pensar nisso agora (o pior é que uma vez enviei um e-mail bem longo para uma lista de discussão de DVDs contendo um resumo disso aí, mas perdi esse texto). Quem sabe num futuro de médio prazo… ou quem sabe um videocast até a próxima semana. Veremos.

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